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Violência

Padrasto é preso por estuprar enteada de 11 anos em Paulista

De acordo com a Polícia, o crime acontecia desde que a criança tinha nove anos

Publicado em 09/11/2018, às 12h04

O crime foi denunciado pela mãe da criança após presenciar um episódio de abuso / Foto: Elza Fiuza / Agência Brasil
O crime foi denunciado pela mãe da criança após presenciar um episódio de abuso
Foto: Elza Fiuza / Agência Brasil
JC Online

Um suspeito de abusar sexualmente da própria enteada, de 11 anos, foi preso após o cumprimento de uma ordem judicial, no bairro de Jaguarana, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. A prisão aconteceu no dia 31 de outubro. De acordo com a Polícia Civil, o crime acontecia desde que a criança tinha nove anos.  

Em coletiva, o Delegado Ademir Oliveira, do Departamento de Polícia da Criança e Adolescente (DPCA), responsável pelo caso, afirmou que o crime foi descoberto e denunciado pela mãe da criança, na Delegacia de Plantão da Mulher, no mês de outubro, que presenciou um dos episódios de abuso sexual.  

“O exame do Instituto de Medicina Legal (IML) mostra que houve a conjunção carnal e que não é recente. Possivelmente, desde os 9 anos ela sofre esses abusos”, contou o delegado.  

O padrasto tinha todos os elementos que possibilitavam o crime sem o conhecimento da mãe da vítima, que trabalhava fora e chegou a passar três meses morando em outro estado por causa do trabalho. O homem ficava sozinho com a criança.  



Ainda segundo Ademir Oliveira, a menina chegou a ser socorrida com um sangramento vaginal para o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), na área central do Recife. “O médico orientou a mãe (sobre o estupro), mas ela não acreditou. É importante salientar que muitos desses casos depende da denúncia da mãe, que normalmente é a primeira a saber”, disse o delegado. “Ela denunciou a partir do momento que presenciou”, informou.  

O homem foi encaminhado para o Centro de Triagem e Observação Professor Everaldo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, também na Região Metropolitana do Recife.  

Denúncias  

O delegado Ademir Oliveira reforçou a importância de prestar atenção no comportamento no corpo da criança, para identificar rapidamente se ela está sofrendo algum tipo de abuso e fazer a denúncia. O índice de violência intrafamiliar, cometido por pai, padrasto avô ou irmão, já é superior a 90% dos casos.  

As denúncias de abuso sexual contra incapaz podem ser feitas no DPCA, no bairro da Madalena, na Zona Oeste do Recife e pelo número (81) 3184-3576. 


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