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FISHING II

Polícia deflagra operação para combater tráfico e homicídio na Zona Sul do Recife

A segunda fase da Operação Fishing cumpre 11 mandados de prisão nesta quinta-feira (6)

Publicado em 06/12/2018, às 07h00

A ‘Fishing II’ está sendo coordenada pela Diretoria Integrada Especializada (DIRESP) e supervisionada pela Polícia Civil / Foto: Reprodução/Polícia Civil
A ‘Fishing II’ está sendo coordenada pela Diretoria Integrada Especializada (DIRESP) e supervisionada pela Polícia Civil
Foto: Reprodução/Polícia Civil
JC Online

A Polícia Civil de Pernambuco desencadeou na manhã desta quinta-feira (6) a 64° Operação de Repressão Qualificada, denominada de ‘Fishing II’ na Zona Sul do Recife. O objetivo da ação é prender integrantes de um grupo criminoso voltado às práticas de homicídios, tráfico de drogas, roubo, associação para o tráfico e organização criminosa.

De acordo com a polícia, as investigações contra essa associação criminosa já vinham sendo realizadas desde maio deste ano. Ao todo, foram expedidos 11 mandados de prisão pela Vara Criminal da Comarca de Olinda. Desses, oito foram cumpridos, sendo seis contra integrantes foragidos e outros dois contra detentos do sistema prisional.

Os outros três integrantes continuam foragidos. Entre os presos, o líder da quadrilha, Renato Vieira da Silva, conhecido como “Mago”. Segundo o chefe da Polícia Civil, Joselito Amaral, o acusado já teria sido preso na primeira fase da operação.’’No curso do processo, ele conseguiu um alvará de soltura, agora foi recapturado com força de mandado de prisão preventiva’’, afirmou.

Joselito também afirmou que o grupo, com integrantes residentes no Recife e em Olinda, comercializavam vários tipos de droga na região de Boa Viagem, na Zona Sul. Essa quadrilha também foi responsável por vários homicídios relacionados a conflitos com outros grupos já existentes naquela área.

Durante as investigações, foi confirmada que pelo menos três homicídios estão atribuídos à quadrilha. Esses casos serão apurados e investigados pelo Departamento de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP).

Apreensões

Segundo a Polícia Civil, 36 celulares foram apreendidos durante a operação. Parte desse material teria sido roubado de uma loja em um shopping na Boa Vista, Centro do Recife, em Abril. Ainda de acordo com Joselito Amaral, 12kg de pasta base, de droga ainda não divulgada, também foi apreendida com um dos presos em Boa Viagem.



Oitenta policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães, participaram da ação. A ‘Fishing II’ está sendo coordenada pela Diretoria Integrada Especializada (DIRESP) e supervisionada pela Polícia Civil. Os detalhes sobre a operação foram divulgados na manhã desta quinta no prédio sede do Departamento de Repressão Ao Narcotráfico (Denarc), no bairro da Boa Vista.

Primeira fase

Na primeira fase da 'Operação Fishing', que ocorreu em outubro deste ano, foram cumpridos 19 ordens judiciais, sendo 12 mandados de prisão e sete mandados de busca e apreensão domiciliar.  

Segundo os detalhes da primeira fase da operação, divulgados pela Polícia Civil, o grupo foi responsável pelo assalto a uma loja em um shopping na Boa Vista, Centro do Recife, em abril. A ação foi registrada pelo circuito interno do estabelecimento. Na ocasião, foram roubados 24 celulares e um revólver calibre 38, do vigilante da loja, que estava com seis munições intactas.

Segundo o delegado João Paulo, do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), em entrevista sobre a primeira fase da operação, a quadrilha utilizaria o dinheiro obtido com o roubo para financiar drogas e armas. O grupo era coordenado de dentro do Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros (PJALLB) pelo detento Renato Vieira da Silva, o “Mago”.

Durante a primeira fase da 'Fishing', os policiais apreenderam 34 gramas de crack pronto para o consumo, 189 gramas de pasta-base de cocaína, usada para a fabricação das pedras de crack e 3,64 quilos de maconha. Os policiais também recuperaram R$ 1.785 em dinheiro.


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Comentários

Por Carlos Ferreira,06/12/2018

Como foi citado na reportagem, a criatura já esteve detida por crime grave, e foi beneficiado, ao conseguir responder em liberdade, ou seja, nossas leis que só é dura quando um cidadão de bem comete um desvio, permite que criaturas tão perigosas para a sociedade, vivam livres entre nós, contribuintes não só de impostos mas também, da preservação dos bons costumes e civilidade. Enfim, nós é que temos que viver por trás de grades e se deslocando em alta velocidade nas ruas, quando pedestres, para não sermos alcançados por uma dessas criaturas soltas, quando vamos ao trabalho, escola ou lazer.Parabéns, deputados e senadores que zelam por nossa legislação. Quando mesmo, vão dar mais uma facada na classe trabalhador com mais impostos e menos direitos trabalhistas?



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