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VÍTIMA TEVE SORTE

Suspeito de tentativa de latrocínio é preso em Ipojuca

Durante ação criminosa, homem deu tiro na cabeça da vítima, mas bala ficou presa no couro cabeludo e não atravessou o crânio

Publicado em 07/01/2019, às 14h16

Projétil ficou preso no couro cabeludo da vítima, sem perfurar a cabeça / Foto: Divulgação/Polícia Civil
Projétil ficou preso no couro cabeludo da vítima, sem perfurar a cabeça
Foto: Divulgação/Polícia Civil
JC Online

A Polícia Civil apresentou na manhã desta segunda-feira (7) a prisão de Rafael José da Silva, 21 anos, em Ipojuca, Mata Sul de Pernambuco. Segundo o delegado Ney Luiz, titular do município, Rafael é suspeito de tentar matar um comerciante no centro de Ipojuca com um tiro na cabeça.

Ele teria avistado a vítima quando ela estava fechando a loja da qual é proprietária. Rafael teria atirado contra ele pelas costas. Após o ataque, o suspeito teria roubado R$ 415 que estavam em uma pochete em poder da vítima, que sobreviveu, pois a bala ficou presa no couro cabeludo, sem penetrar o crânio. 

"Provavelmente se tratava de uma munição velha, pois o projétil não teve força para atravessar a cabeça da vítima”, disse o investigador.

“Só no último dia 4 (sexta-feira) é que a polícia foi informada da ocorrência, pois a vítima estava hospitalizada”, afirmou Ney Luiz. “Quando recebemos a denúncia, fomos até as proximidades de onde ocorreu o crime e analisamos as imagens de câmeras de segurança dos arredores”, explicou.



A vítima, que não teve a identidade divulgada, afirmou à polícia que apenas sentiu uma pancada na cabeça e desmaiou. “Ele só acordou no hospital, nem viu quando o suspeito atirou nele”, relatou o delegado. O preso não tem antecedentes criminais, e afirmou à polícia que era usuário de crack. “O Rafael afirmou que, segundo ele mesmo, estava ‘muito louco’ no momento em que atirou na vítima”, disse Ney Luiz.

Motivações investigadas

Para a polícia, o suspeito afirmou que atirou no comerciante por conta de uma suposta ameaça feita pela vítima contra ele. “Esse fato não se confirmou com as investigações”, assinalou o delegado. Depois da tentativa de latrocínio, Rafael teria fugido a pé. “Ele falou que jogou a arma no rio (Rio Ipojuca)”, pontuou Ney Luiz.

Após o fato, o suspeito continuou a circular normalmente pela vizinhança do local do crime. “Ele andava por lá tranquilamente, como se nada tivesse acontecido”, ressaltou o delegado. Rafael foi preso temporariamente. A prisão tem um prazo de 30 dias. até a conclusão do inquérito.


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