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FRAUDE

Filha é presa no Recife após tentar sacar R$ 25 mil da aposentadoria da mãe já falecida

Mulher foi autuada em flagrante, quando apresentava um atestado falso de vida da mãe, falecida em outubro do ano passado

Publicado em 10/01/2019, às 13h56

A fraude foi identificada pela Funape, que já havia sido notificada do óbito da idosa / Foto: Cortesia/Polícia Civil
A fraude foi identificada pela Funape, que já havia sido notificada do óbito da idosa
Foto: Cortesia/Polícia Civil
JC Online

Uma mulher foi presa após tentar sacar, pelo segundo mês, R$ 25 mil do benefício de aposentadoria da mãe, que já havia falecido. O flagrante aconteceu nessa quarta-feira (9), na sede Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco (Funape), no bairro do Derby, na área central do Recife.

A fraude foi identificada pela Funape, que já havia sido notificada do óbito da idosa, por meio do Sistema de Controle de Óbitos Nacional. De acordo com Tatiana Nóbrega, presidente da Fundação, Terezinha Maria Vasconcelos Melo, de 63 anos, havia feito o saque do benefício portando um falso atestado como prova de vida da genitora.

“Mensalmente fazemos um confronto de informações dos beneficiários, por meio de um convênio com a Secretaria da Previdência, onde temos acesso ao banco de dados nacional e aos atestados de óbitos”, esclareceu Tatiana.



Na checagem mensal, foi identificada a retirada do benefício da aposentada dias após sua morte, em outubro do ano passado. “Assim que constatamos a fraude, bloqueamos a conta e procuramos a polícia”, conta a presidente da Funape.

A delegada Viviane Santa Cruz, responsável pela operação, conta que, no momento do flagrante, Terezinha continuou afirmando que o documento de vida era verídico, mesmo a equipe de investigação tendo em mãos a certidão de óbito. “O que nos chamou a atenção foi que o documento tinha folhas originais, validado em cartório. Tudo constava para ser verdadeiro, caso alguém não tivesse acesso à informação oficial da morte da beneficiária”, conta a delegada, que agora segue a investigação para apurar quem gerou o documento falsificado.

Confirmada a inveracidade dos relatos da suspeita, ela foi detida e encaminhada à delegacia, onde foi autuada e presa em flagrante pelo delito.

Direitos legais

Terezinha, que também recebe aposentadoria da Secretaria de Educação, poderia ter direito ao benefício de sua mãe, caso tivesse procurado por meios legais. “Ela teria direito a uma parte da pensão da mãe, incluindo cálculos do 13º, já que a morte ocorreu em outubro, mas infelizmente, optou por este caminho”, pontua Tatiana Nóbrega.


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Comentários

Por Patricia Rocha,10/01/2019

Deve ser por que esse órgão público é tremendamente desorganizado, existe uma demora incrível para apreciar os processos ou para haver uma decisão, então quem sabe a mulher poderia ser enquadrada como exercicio arbitrario e não fraude contra a previdencia.

Por Valéria,10/01/2019

O pior, não foi só afirmar que o documento era verdadeiro/ original, pior, foi ficar se passando pela idosa falecida, foi ficar afirmando, que ela era a própria. Além da burrice, vem a desonestidade que foi o pior da história. O caráter acima de tudo. Agora, em vez de se beneficiar, do salário de uma pessoa já falecida, como diz a delegada, ela vai responder a processo criminal e ainda vai pagar a advogado de defesa.



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