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saúde pública

Mudanças não reduzem superlotação no Procape

Pronto-socorro cardiológico restringiu atendimento a pacientes com problemas mais graves

Publicado em 21/03/2013, às 05h38

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A restrição no acesso à emergência do Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape), no Recife, gerou reclamações e frustrações no primeiro dia. A procura por atendimento foi menor, mas não conseguiu diminuir a superlotação na área em que os doentes são assistidos e mantidos em observação. Existe um saldo que não consegue transferência para enfermarias, também totalmente ocupadas.

Funcionários calcularam a presença de cerca de 100 pacientes na área de observação na manhã desta quarta-feira, maior que a média dos últimos dias, de 85. Além de macas muito próximas, havia doente em cadeira, no corredor, nos consultórios e até na sala de ressuscitação. Sem espaço para locomoção dos profissionais de saúde, acompanhantes tinham que ficar parte do tempo fora do prédio, longe de familiares idosos, que têm direito por lei à presença constante do parente.

A capacidade na emergência do Procape é para apenas 35 pessoas. No entanto, o hospital universitário inaugurado há seis anos e meio não dá conta da demanda crescente de hipertensos e cardiopatas, mal assistidos na rede SUS ou vítimas da evolução natural da doença cardiovascular, a que mais mata gente adulta em Pernambuco.

O acesso referenciado – que limita o ingresso direto apenas a doentes graves e requer que os demais passem antes por Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) – é uma forma de evitar que pessoas com outras enfermidades e gente que precisa de acompanhamento ambulatorial tumultuem ainda mais a lotada emergência. “Plantão de emergência não é consulta, saiba como usá-lo para não prejudicar quem realmente precisa”, diz campanha para educar o público.



O problema é que pessoas com doença anterior do coração ou encaminhadas por outros serviços sem senha de acesso temem ficar sem tratamento. “Há 15 dias fui internada no Hospital Dom Moura, em Garanhuns, cansada, com dor no peito, vomitando sangue”, contou a agricultora Rivaneide Anjo da Silva, 35 anos. O hospital da rede estadual teria pedido que ela buscasse internação no Procape. “O serviço social da prefeitura não conseguiu falar com o Procape por telefone. Uma pessoa da família veio segunda-feira ao ambulatório e recomendaram que eu viesse direto para a internação pela emergência. Mas quando cheguei, mediram minha pressão, que estava 22 por 16 e me mandaram embora”, contou.

Ao saber da situação da paciente pela reportagem, a direção da emergência reavaliou o caso e chegou à conclusão que Rivaneide precisava de acompanhamento ambulatorial, o que foi encaminhado, e de uso contínuo de medicamentos que o SUS não fornece: “carvedilol, espironolactona, dinitrato de isossorbida e hidralazina”, segundo a médica Maria das Neves Dantas.

Mas não era só quem esperava atendimento na emergência que reclamava. Jaciara Lins, do ambulatório, diz que espera há dois anos um teste ergométrico (o de esteira), embora seja cardiopata grave, hipertensa e diabética.

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