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Epidemia

Estado vai investigar rubéola, sarampo e parvovírus

Estudo é para confirmar casos atípicos de dengue e descartar surtos paralelos

Publicado em 05/03/2015, às 08h38

Nova epidemia se instalou este ano e exige mais atenção dos agentes ambientais / JC Imagem
Nova epidemia se instalou este ano e exige mais atenção dos agentes ambientais
JC Imagem
Veronica Almeida

A dengue tem se manifestado de forma diferente este ano, mais branda, com pouca frebre e com muita mancha vermelha na pele. Para esclarecer se está circulando outra doença, testes de rubéola, sarampo e parvovírus B-19, todos transmitidos por via respiratória e que causam o chamado rache cutâneo, serão feitos em parte dos doentes, informou na tarde desta quarta-feira (04/03) a coordenadora de Combate à Dengue do Estado, Claudenice Pontes.

Quatro novas mortes de pessoas que adoeceram com sinais de dengue desde janeiro estão sendo investigadas em Pernambuco. Uma em Jaboatão dos Guararapes, duas na Zona da Mata (Nazaré da Mata e Cortês) e a quarta em Machados (Agreste). Uma outra morte, no Recife, foi descartada. Num intervalo de três semanas a doença avançou, atingindo 115 cidades. Já são 3.571 supostos doentes, 481 com diagnóstico confirmado.

 

Antes do Carnaval, o aumento em relação ao mesmo período do ano passado era de 47,25%. Agora, alcança 150%, proporção três vezes maior. Na capital, a epidemia conta 295 doentes comprovados (aumento de 198%) num universo de 1.632 suspeitas (371% a mais que em 2014). O número pode ser muito maior, alertam a secretária de Vigilância à Saúde do Recife, Denise Oliveira, e a coordenadora do Programa de Combate à Dengue do Estado, Claudenice Pontes. 



Elas pedem que os profissionais de saúde fiquem mais atentos à doença, que deve ser a primeira hipótese diante de quadros supostamente virais com manchas vermelhas na pele. É que, dessa vez, a dengue tem apresentado manifestações mais brandas e diferenciadas. Alguns casos estão sendo diagnosticados como rubéola e até chicungunha, logo depois confirmados como dengue por exame laboratorial.

Os testes que pesquisam antígenos das outras doenças serão feitos no Laboratório de Saúde Pública do Estado. As unidades sentinelas que farão a triagem de casos supostos de dengue e de doenças parecidas  são o Hospital Tricentenário, de Olinda, o Jaboatão-Prazeres, em Jaboatão, outro serviço em São Lourenço da Mata e quatro que estão sendo definidos no Recife. “Quadros atípicos de moradores da capital devem ser comunicados ao Centro de Informações (Cievs) da Secretaria de Municipal de Saúde, que funciona 24 horas, pelo telefone (81) 9488-6375”, completa Denise Oliveira.

“Ainda não temos uma epidemia generalizada no Estado, mas caminhamos para uma situação epidêmica”, explica Claudenice Pontes. Antes de a Secretaria de Saúde do Recife constatar uma epidemia na cidade, Custódia, no Sertão, viveu situação parecida. As mortes suspeitas em Pernambuco são de pessoas na faixa de 40 a mais de 60 anos. Desde janeiro, foram 48 casos suspostos de chicungunha. Desses, 39 foram descartados, sendo 14 comprovados como dengue. 


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