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Saúde

Com suspeita de raiva humana, paciente do Huoc tem alto risco de morte

Paciente, moradora do Recife, tem 30 anos e está em estado muito grave, segundo Hospital Universitário Oswaldo Cruz

Publicado em 29/06/2017, às 13h51

Paciente com suspeita de raiva humana chegou ao Huoc no dia 26 de junho / Igo Bione/Acervo JC Imagem
Paciente com suspeita de raiva humana chegou ao Huoc no dia 26 de junho
Igo Bione/Acervo JC Imagem
Da Editoria de Cidades

O Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), em Santo Amaro, área central do Recife, acompanha o caso de uma mulher de 30 anos, internada na unidade de saúde com suspeita de raiva humana, doença viral que se caracteriza como uma encefalite progressiva aguda e letal. Em nota divulgada nesta quinta-feira (29), o Huoc destaca que a paciente chegou ao serviço no último dia 26, já em “estado muito grave e assim permanece, com alto risco de morte”. A doença teria sido transmitida pelo contato da paciente com um gato.

O Huoc informa ainda que a paciente, residente no Recife, foi encaminhada do Hospital Agamenon Magalhães (HAM), no bairro da Tamarineira, Zona Norte da cidade. Os exames necessários para diagnóstico foram enviados ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-PE) e serão encaminhados a São Paulo. Não há previsão para os resultados, segundo o hospital.

Saiba mais

A raiva é uma zoonose viral, doença infecciosa de animais transmitidas para o ser humano. É caracterizada, principalmente, como uma encefalite progressiva aguda e letal. Todos os mamíferos são suscetíveis ao vírus e podem vir a ser possíveis transmissores da doença. A raiva apresenta dois principais ciclos de transmissão: urbano e silvestre. O primeiro é passível de eliminação, por se dispor de medidas eficientes de prevenção.



A transmissão da doença se dá pela penetração do vírus contido na saliva do animal infectado, principalmente pela mordedura, arranhadura, lambedura de mucosas. O período de incubação é extremamente variável, desde dias até anos. No homem, a média é de 45 dias. Em crianças, existe tendência para um período de incubação menor que no indivíduo adulto.

O paciente com suspeita da doença deve ser atendido na unidade hospitalar de saúde mais próxima, sendo evitada sua remoção. Entre os principais sintomas da doença estão: babar em excesso; convulsão; sensibilidade exagerada no local da mordida; Excitabilidade e perda de sensibilidade em uma área do corpo. Não há um tratamento específico para a raiva. As medidas utilizadas pela equipe de saúde são de suporte.

A vacina antirrábica é a melhor maneira de se prevenir contra a raiva. Não há contra-indicação.

 




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