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Sem catarata e sem óculos - entenda o implante de lentes multifocais

Implante de lentes multifocais na cirurgia de catarata melhora qualidade de vida, devolvendo visão e autoestima até para os mais jovens

Publicado em 25/11/2017, às 06h00

Maria Solange descobriu a catarata quando começou a se planejar para fazer uma cirurgia refrativa / Ashlley Melo/JC360
Maria Solange descobriu a catarata quando começou a se planejar para fazer uma cirurgia refrativa
Ashlley Melo/JC360
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A catarata é uma das principais causas de deficiência visual no mundo. A doença é muito comum em pessoas idosas. Mas a representante de vendas Maria Solange Soares, por exemplo, disse que não esperava ter catarata agora, bem antes dos 60 anos. “O que você imagina? Que catarata é uma doença que a maioria das pessoas de uma terceira idade têm. Eu não imaginava que seria o momento que eu teria”, afirma.

O que Maria Solange pensa tem fundamento. Com o passar dos anos, a lente natural dos olhos, chamada de cristalino, vai ficando disfuncional até opacificar. Essa opacidade, seja ela na intensidade que for, é chamada de catarata. “Acredita-se que todo mundo terá. Basta envelhecer”, diz o médico oftalmologista e sócio do HVISÃO, Dr. Francisco Lobato. “A causa é o próprio envelhecimento da estrutura. Mas hoje não se espera tanto a visão ficar ruim para que nós venhamos a operar. A gente deve evitar esses processos de catarata onde a doença já está muito avançada”, detalhou o médico.

Há que se lembrar que quem tem uma catarata mais intensa pode se envolver em acidentes pessoais devido à baixa de visão. “Pode e deve-se operar a catarata quando se está no início, evitando a fase madura”, completa o médico. Dr. Lobato ainda alerta para a falsa impressão de que só idosos têm catarata. A doença pode ser congênita e, por isso, diagnosticada até mesmo em crianças. O uso prolongado de corticoide também pode desencadear um processo mais rápido de opacificação do cristalino.



Doutor Francisco Lobato destaca a alegria dos pacientes que voltam às suas atividades após o implante de lentes multifocais

Na cirurgia, a catarata é removida e substituída por uma nova lente intraocular. Essas lentes podem ser multifocais e corrigir, além da opacidade, problemas de visão como miopia, astigmatismo, hipermetropia e vista cansada (presbiopia). “A cirurgia de catarata também tem uma finalidade refrativa. Grande parte das lentes hoje são premium e vão corrigir grau para longe, intermediário e perto. A maioria desses pacientes não irá mais usar óculos, ou apenas eventualmente”, continua Dr. Lobato.

A solução encontrada atendeu ao desejo de Maria Solange: ela não queria mais usar óculos. “Meu objetivo quando eu procurei o oftalmologista era fazer uma cirurgia refrativa. Além de atender a minha necessidade do momento, a lente multifocal iria resolver precocemente meu diagnóstico de catarata”, explica. Hoje, ela não usa mais óculos nem para perto, nem para longe, além de não ter mais catarata. “Óculos é um charme? É. Mas se puder ficar sem, acho que é melhor. Você não imagina a felicidade de poder fazer uma maquiagem, usar espelho normal sem precisar de lente de aumento, fazer a sobrancelha. Realmente muda muito”, finaliza.

Dr. Lobato ressalta a satisfação do paciente com as lentes multifocais que vai muito além da melhora na visão. Envolve também autoestima e facilidades para a prática de esportes, lazer, segurança no trabalho, entre outros. “Já operei pessoas com 80 anos que dizem ‘doutor, eu deveria ter me operado antes!’ O tratamento muda a vida de muitos pacientes. Eles se sentem novamente muito jovens. Enxergar não é um simples ato físico, é psicológico, espiritual. Enxergar envolve uma dinâmica de vida”, conclui.




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