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Catarata: a tecnologia do olho no olho

Boa conversa entre médico e paciente é chave para fazer a escolha certa

Publicado em 03/03/2018, às 06h00

Dra. Ana Cristina Amaral, do HVISÃO / Ashlley Melo/JC360
Dra. Ana Cristina Amaral, do HVISÃO
Ashlley Melo/JC360
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Foram 45 anos sustentando armações de óculos no rosto. Desde os nove, a psicóloga Tânia Tourinho tinha problemas de visão, e só conseguiu se livrar das lentes aos 54. Foi a cirurgia de catarata que lhe proporcionou essa liberdade. Além de corrigir o problema de saúde, corrigiu os graus de miopia e astigmatismo que trouxe consigo durante quase toda a vida e, também, a presbiopia, que veio ao longo dos anos. “Desde o dia em que saí para fazer a cirurgia no primeiro olho que eu não vi mais meus óculos. Não quero nem saber onde estão!”, diz satisfeita.

Assista ao vídeo:

Tânia conta que o primeiro sintoma da catarata foi ter a visão “anuviada”. Ela sabia que não enxergava bem sem óculos, mas essa falta de nitidez era nova e nem as lentes resolviam. “A sensação era de que os óculos não estavam limpos”, explica.

A catarata se caracteriza pela diminuição da transparência de uma lente natural que temos dentro dos olhos, chamada de cristalino. Por volta dos 50, a lente começa a se modificar de forma mais acentuada e passa a perder a transparência tornando-se opaca.

Os primeiros sintomas são embaçamento, diminuição da qualidade da imagem e piora na visão noturna. “É como se você estivesse olhando o mundo através de uma janela suja", define a médica oftalmologista do Hospital da Visão de Pernambuco (HVISÃO), dra. Ana Cristina Amaral.

O diagnóstico da catarata é feito, inicialmente, dentro de consultório. Exames confirmam a condição, mas a conversa olho no olho entre paciente e médico é fundamental na hora de identificar o problema. “Cada paciente que vem aqui ao meu consultório com catarata, eu faço uma entrevista: pergunto a idade, ocupação, se pratica esportes, o que ele gosta de fazer com a visão. É um verdadeiro desafio, muito prazeroso para nós, encontrar para cada paciente aquela lente que vai deixá-lo mais confortável”, prossegue dra. Ana Cristina.



A oftalmologista se refere à lente que vai substituir o cristalino, porque é assim que o tratamento da catarata funciona: com cirurgia. Não há tratamento clínico. A lente natural do olho é substituída por uma, artificial; essa decisão depende de inúmeros fatores e varia de paciente para paciente.

“O cristalino é uma lente que precisa ser substituída por outra lente. Nós temos hoje um leque de opções. Não há a melhor lente. Há a melhor lente para Ana, para André, para Maria... E essa escolha é feita no consultório, nesse contato do médico com o paciente”, afirma.

No caso de Tânia, ela e a médica Ana Cristina escolheram uma lente artificial que já pudesse, além de substituir o cristalino, corrigir a miopia, o astigmatismo e a presbiopia. “Ao fazer uma cirurgia dessas, você começa a ver mais cores, mais luminosidade, mais clareza. Você tem um descortinar de novas cores. É muito interessante”, afirma a paciente.

Para Tânia, a atenção de doutora Ana Cristina Amaral fez a diferença para deixá-la tranquila e segura com relação ao procedimento. Já para a oftalmologista, saber mais sobre a paciente ajudou a definir com mais clareza a lente necessária e decidir o melhor procedimento para solucionar o problema de Tânia. Poder contar com as mais modernas tecnologias é indispensável no processo, mas nada substitui o contato humano do médico com o paciente.

“Nada, nenhuma tecnologia, nenhum equipamento vai suprir esse contato. No nosso dia-a-dia, eu acho muito importante essa conversa, essa busca de entender e conhecer melhor o paciente, para que eu possa cumprir a expectativa dele da melhor forma possível”, conclui a médica.




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