Jornal do Commercio
Saúde

HC inaugura ambulatório para atendimento de pacientes com transtornos psicóticos

O serviço, que funciona às terças-feiras, a partir das 13h, no 1º andar do hospital, oferece acompanhamento gratuito a pessoas com quadro psicótico

Publicado em 08/01/2019, às 12h02

Psicose é uma condição que geralmente ocorre como consequência de um transtorno psiquiátrico e que leva a pessoa a perder o contato com a realidade / Foto ilustrativa: Freepik/Banco de Imagens
Psicose é uma condição que geralmente ocorre como consequência de um transtorno psiquiátrico e que leva a pessoa a perder o contato com a realidade
Foto ilustrativa: Freepik/Banco de Imagens
Cinthya Leite

Alucinações, delírios, mudanças bruscas e intensas de comportamento podem ser sinais de psicose – uma condição que geralmente ocorre como consequência de um transtorno psiquiátrico e que leva a pessoa a perder o contato com a realidade. Esse é o perfil de pacientes que passam a contar com o apoio do Ambulatório de Primeiro Episódio Psicótico, recém-inaugurado no Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O serviço, que funciona às terças-feiras, a partir das 13h, no 1º andar do hospital, oferece acompanhamento gratuito a pessoas com transtornos psicóticos iniciados há, no máximo, um ano.

O ambulatório iniciou a fase piloto em setembro do ano passado e agora oficializa o funcionamento para cuidar de pacientes com falsos juízos da realidade, que podem aparecer como ideias ou crenças distorcidas. “Geralmente são quadros em que há delírios de perseguição e grandeza. E para as pessoas que têm esses pensamentos, a situação é real. A psicose mais conhecida é esquizofrenia. Mas os sintomas também podem aparece em que tem um transtorno bipolar do humor e um quadro de depressão muito grave”, informa o psiquiatra Leonardo Machado, professor da UFPE que está à frente do ambulatório. Ele frisa que a triagem para os novos pacientes já inicia hoje. “Ter um encaminhamento de algum profissional de saúde é importante, mas não é obrigatório”, reforça.



Além de oferecer tratamento a pessoa com sintomas psicóticos recentes, o ambulatório do HC dá suporte às famílias, pois os especialistas compreendem que as manifestações (alucinações e delírios) não afetam apenas o paciente, mas mudam a vida de todos que o acompanham no dia a dia. “Queremos fazer um trabalho de psicoeducação para as famílias, com encontros frequentes, porque sabemos que inicialmente a psicose gera muita angústia no núcleo familiar”, acrescenta Leonardo Machado.

Família

O psiquiatra acrescenta que a conscientização dos parentes é capaz de ajudar o paciente a não abandonar o tratamento. “Na nossa equipe, contamos com terapeuta ocupacional que orienta sobre a necessidade de se fazer uso da medicação. É um profissional importante na adesão ao tratamento.” Ele explica que os medicamentos são essenciais para controlar os sintomas do quadro psicótico, pois podem ajudar a deter os delírios e as alucinações. “A psicose faz aumentar, em algumas áreas cerebrais, os níveis de uma substância chamada dopamina, que gera as manifestações. As medicações bloqueiam o excesso (desse neurotransmissor) para evitar o aparecimento dos sinais. A psicoterapia também ajuda o paciente a voltar a uma condição de vida próxima à que ele tinha antes (do adoecimento)”, conclui Leonardo.





Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Copa América no Brasil Copa América no Brasil
Confira a relação da Copa América com o Brasil, o histórico e detalhes da edição deste ano, na qual a seleção terá que se virar sem Neymar, cortado do torneio. Catar e Japão participam como convidados
O nome dele era Gabriel Diniz O nome dele era Gabriel Diniz
José Gabriel de Souza Diniz, o Gabriel Diniz, ou simplesmente GD como os fãs o chamavam, morreu precocemente, aos 28 anos, em um acidente com um pequeno avião no litoral sul de Sergipe ocorrido na segunda-feira, 27 de maio de 2019.
Conheça o udigrudi pernambucano Conheça o udigrudi pernambucano
O udigrudi pernambucano reuniu um grupo de talentosos jovens músicos que, na primeira metade dos anos 70, gravou discos absolutamente não comerciais, fez rock and roll na terra do frevo, produziu festivais, insistiram na permanência do sonho.

    SIGA-NOS

    LICENCIAMENTO

  • Para solicitação de licenciamento, contactar editores@ne10.com.br

Jornal do Commercio 2019 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE |

PRIVACIDADE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM