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Saúde confirma 1ª morte por chicungunha em 2019 em Pernambuco

A primeira vítima que morreu por causa de chicungunha este ano foi um idoso de 83 anos, que se tratava da diabetes, morador de Dois Unidos, Zona Norte do Recife

Publicado em 10/10/2019, às 08h50

Vítima era moradora de Dois Unidos, um dos bairros do Recife com maior índice de infestação do Aedes aegypti  / Foto: Divulgação/Fiocruz
Vítima era moradora de Dois Unidos, um dos bairros do Recife com maior índice de infestação do Aedes aegypti
Foto: Divulgação/Fiocruz
JC Online

Com a alta dos casos de dengue em Pernambuco, o vírus chicungunha parecia estar adormecido este ano. Engano de quem assim pensou. Enquanto o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Norte revelavam alta concentração da doença já no primeiro semestre, Pernambuco também fazia registros da infecção, mas em menor intensidade. Nessa quarta-feira (09), com a confirmação da primeira morte por chicungunha do ano no Estado (além de outras quatro causadas por dengue), acende-se o alerta sobre possível surto do vírus no verão que está prestes a chegar.

“Já são três anos que passamos sem epidemia de chicungunha, uma doença que voltamos a ver, inclusive em pacientes apresentando comprometimento nas articulações, nos hospitais, ambulatórios e consultórios. Quando começam a aparecer casos graves e mortes por arboviroses neste período, devemos ficar atentos a um risco de termos epidemia no próximo ano”, frisa o clínico-geral Carlos Brito, que integra o Comitê Técnico de Arboviroses do Ministério da Saúde.

A primeira vítima que morreu por causa de chicungunha este ano foi um idoso de 83 anos, que se tratava da diabetes, morador de Dois Unidos, Zona Norte do Recife. O bairro integra a lista (veja quadro abaixo) dos oito, entre os 94 da capital pernambucana, que apresentam alto índice de infestação do Aedes aegypti e consequentemente estão com risco muito elevado de surto para doenças transmitidas pelo mosquito. São locais onde está concentrado maior número de focos de reprodução do mosquito, de acordo com o mais recente Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). Esses oito bairros estão com 4% (ou mais) dos domicílios com potenciais criadouros de reprodução do Aedes.



O idoso com chicungunha morreu em junho, num hospital particular do Recife, mas a confirmação só foi dada agora porque leva tempo para seguir os trâmites de constatação da causa de óbitos associados a arboviroses. “Tivemos que fazer uma investigação posterior à morte, pois a notificação veio da declaração de óbito. Ele precisou ficar em unidade de terapia intensiva, teve taquicardia, calafrios e hipotensão postural (uma forma de pressão arterial baixa)”, diz a gerente de Vigilância Epidemiológica do Recife, Natália Barros. Ele reforça que o bairro onde ele morava (Dois Unidos) está com um risco muito alto (de a população adoecer por arboviroses). “Em casos como esse, reforçamos as ações de combate ao mosquito e o trabalho dos agentes com os moradores”, explica.

Boletim

O óbito por chicungunha foi divulgado nessa quarta-feira (09) no boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES), que já notificou apenas este ano 63.551 casos de arboviroses, incluindo dengue, zika e chicungunha. “Não podemos nos conformar com o cenário de transmissão ativa das doenças transmitidas pelo mosquito. O fato de continuarmos com casos positivos ressalta que precisamos manter todos os cuidados necessários para evitar o adoecimento”, destaca a gerente do Programa de Controle das Arboviroses da SES, Claudenice Pontes.

No Estado, entre os 184 municípios, 143 (77,3%) permanecem em situação de risco para transmissão elevada dos vírus da dengue, zika e chicungunha. Apenas 41 (22,3%) das cidades pernambucanas estão em situação sob controle em relação ao combate de epidemia das arboviroses.




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