Jornal do Commercio
Notícia
Problemas na infraestrutura

Reforma no Hospital Getúlio Vargas só será feita no segundo semestre de 2020

A estimativa foi apresentada nessa terça-feira (10) pelo secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, após audiência realizada pelo MPPE

Publicado em 11/12/2019, às 07h37

Parte do Hospital Getúlio Vargas (HGV) foi interditada devido a problemas na infraestrutura / Foto: Day Santos/JC Imagem
Parte do Hospital Getúlio Vargas (HGV) foi interditada devido a problemas na infraestrutura
Foto: Day Santos/JC Imagem
Cinthya Leite
cinthyaleite@casasaudavel.com.br

Onze dias após interdição de parte do Hospital Getúlio Vargas (HGV), no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife, devido a problemas na infraestrutura, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) prevê que as obras para restauro do prédio só devem ser iniciadas no segundo semestre de 2020. A estimativa foi apresentada nessa terça-feira (10) pelo secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, após audiência realizada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) com representantes da SES e dos conselhos profissionais da área.

“Ficou decidido que a SES informará, até o dia 30 de janeiro do ano que vem, o resultado da dispensa emergencial para contratar uma empresa que realizará o projeto de recuperação estrutural do hospital. Até 26 de maio, deve ser apresentado esse estudo, que fará análise do solo e de outros aspectos estruturais do Getúlio Vargas”, informou a promotora de Justiça Helena Capela. Além disso, ela destacou que a Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe), uma empresa de engenharia e a SES passarão a realizar vistoria e monitoramento quinzenais, ao invés de mensais, nos blocos G1, G2 e G3 do hospital, com encaminhamento de relatório sobre esse trabalho para a Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde.

“Sabemos que os funcionários têm trabalhado em condição de estresse. Embora só o G3 esteja interditado, o G1 e o G2 são interligados a ele. Não se constatou risco iminente (de acidente de ordem estrutural), mas todos os três blocos precisam de reparos. Essa vistoria quinzenal ajudará a monitorar melhor os problemas”, acrescentou. Ainda durante a audiência ficou decidido que a SES apresentará, em dez dias, um plano emergencial para possíveis encaminhamentos de pacientes a outras unidades, caso o HGV não tenha condições para fazer atendimentos na urgência, consultas e cirurgias.



Com o isolamento do G3, após funcionários e pacientes relatarem ter ouvido um estalo no prédio no último dia 29, o HGV passa a contar com menos quatro salas de cirurgia e menos oito consultórios no ambulatório. Ainda assim, o diretor do HGV, Bartolomeu Nascimento, garantiu que os atendimentos acontecem em outras áreas do hospital. “A capacidade está reduzida, mas a emergência funciona. Há também oito salas de cirurgia para procedimentos emergenciais e eletiva. Na última segunda (9), atendemos 380 pacientes (em média, são 400 por dia). Então, o impacto (na assistência) não foi de grande magnitude”, destacou Bartolomeu Nascimento.

Reclamações

Do lado de fora do prédio, parentes, amigos e acompanhantes dos pacientes reclamam que o atendimento está precário. Moradora de Carnaíba, no Sertão de Pernambuco, Vitória Maranhão, 63 anos, tem a impressão de que muitos serviços do HGV estão parados. Ela vem frequentemente ao Recife para acompanhar moradores do município durante consultas e entrada no hospital para internamento. “No dia do estalo (29/11), por exemplo, eu estava com um paciente que tem problema nos dois rins e seria internado. Mas ele voltou para Carnaíba sem atendimento. Queremos que o governo tome uma providência”, disse.

Também ontem a dona de casa Maria Glacilene da Costa, 45, voltou para o município de Brejo da Madre de Deus, no Agreste do Estado, sem conseguir agendar uma cirurgia que há meses tenta marcar. “Tenho um nódulo no ouvido que dói demais e achava que, desta vez, conseguiria me operar. Mas o médico me disse que não há condições de fazer a cirurgia porque o hospital está com as rachaduras. Disse para eu ir ao Imip daqui a uns dias”, lamentou Maria Glacilene.




Os comentários abaixo são de responsabilidade dos respectivos perfis do facebook.

OFERTAS

Especiais JC

Irmã Dulce e as lições que se multiplicam Irmã Dulce e as lições que se multiplicam
A Santa Dulce dos Pobres deixou um legado enorme por todo o país, e não poderia ser diferente em Pernambuco. Veja exemplos de quem segue o "anjo bom da Bahia"
Jackson era grande demais para um pandeiro Jackson era grande demais para um pandeiro
Em pouco tempo, Jackson do Pandeiro deixou claro que não se tratava apenas de uma voz a mais no cenário artístico pernambucano. Confira especial sobre o artista
Especial Novo Clima Especial Novo Clima
O inverno não é mais o mesmo. E nem o verão. Os efeitos da crise climática alteraram a rotina de milhares de cidadãos das grandes cidades. O JC traz reportagens especiais desvendando o "novo clima"

    SIGA-NOS

    LICENCIAMENTO

  • Para solicitação de licenciamento, contactar editores@ne10.com.br

Jornal do Commercio 2020 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE |

PRIVACIDADE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM
'; status++; } } else { status = 0; document.getElementById("aovivo").style.display = "none"; } setTimeout(function() { aovivo(); }, 180000); })();