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TUMOR

Neurofibroma: o que é o tumor gigante na cabeça que causa sofrimento a mulher em Camaragibe

Doença tem dificultado a vida de Taís Fernanda dos Santos, mãe de três filhos, que mora em Camaragibe

Publicado em 14/01/2020, às 13h32

Taís tem um neurofibroma na cabeça, com crescimento aumentado.  / Foto: AMANF
Taís tem um neurofibroma na cabeça, com crescimento aumentado.
Foto: AMANF
JC Online
Com informações da TV Jornal

A história de Taís Fernanda dos Santos, 25 anos, contada pela TV Jornal, no início desta semana chamou atenção para uma doença chamada Neurofibroma. A situação da jovem, mãe de três filhos, repercutiu e comoveu internautas e telespectadores, que se dispuseram a ajudá-la com doações, que começaram a ser feitas já na última segunda-feira (13).

Neurofibromas são tumores, benignos, que aparecem tanto na pele quanto sob a pele ou em órgãos profundos e que podem causar grande sofrimento dependendo do tipo, localização e evolução, segundo a Associação Mineira de Apoio às pessoas com Neurofibromatoses (AMANF).

“Do ponto de vista de célula tumoral, as neurofibromatoses, também conhecida como doença de von Recklinghausen, não são uma doença maligna para a medicina. A questão é que os neurofibromas cerebrais, dependendo do local onde se encontra, podem causar déficits neurológicos, surdez, cegueira, fraqueza nos membros e crises convulsivas”, explica o neurologista Carlos Frederico Lima, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), em Santo Amaro, área central do Recife.

O médico esclarece que as neurofibromatoses têm origem genética, relacionada a um gene que causa uma deficiência na produção de colágeno e, consequentemente, os pacientes têm uma produção da pele sobre o nervo. “Há um crescimento indiscriminado da pele até aparecer um tumor.” Segundo a Associação Mineira de Apoio às Pessoas com Neurofibromatoses, há cerca de 80 mil brasileiros com neurofibromatoses. As manifestações tendem a iniciar na infância. 

Outro sinal comum da doença são as manchas café com leite, de acordo com Carlos Frederico. “Elas são meio amarronzadas (formadas por pigmentos marrons), espalham-se pela pele e ajudam a fazer o diagnóstico da doença”, diz o neurologista, que esclarece sobre a associação entre o tumor e os hormônios. “Há relação entre o neurofibroma e a saúde hormonal. Por isso, crianças que apresentam a doença podem passar a ter o tamanho aumentado do tumor na adolescência, como ainda em maior quantidade. 



Durante a gestação (fase em que também há mudanças hormonais), isso também pode ocorrer”, afirma Carlos Frederico. Recidivas podem acontecer. “É um tumor da bainha do nervo que, após a cirurgia, tem risco de se regenerar, crescer e aparecer em outros locais do corpo”, complementa. Não existe ainda tratamento específico comprovado para esse tipo de alteração genética. 

Esta doença tem dificultado a vida de Taís, que tem um neurofibroma na cabeça, com crescimento aumentado. Devido à doença, ela está sem trabalhar e paga aluguel da casa onde mora com os filhos, no bairro de João Paulo II, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife. 

Biópsia e cirurgia

Na última segunda-feira (13), Taís recebeu o resultado da biópsia do tumor e, na próxima quinta-feira (14), vai ao médico para saber como é que a cirurgia pode ser feita. "Estou muito ansiosa. Não vejo a hora desse dia chegar para acabar com esse sofrimento que eu sinto. Para mim está sendo muito difícil, eu tenho toda a vida pela frente, meus filhos para criar e está sendo muito difícil ficar em cima de uma cama direto”, desabafou.

Ajuda

Quem tiver interesse em ajudar Taís e os filhos, pode ligar para o número 98566-7420 ou fazer uma doação por meio da conta bancária dela.

Dados da conta:

Taís Fernanda Francisca dos Santos
Bradesco
Ag: 1904
Conta: 0507658-7




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