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Arte volta a moer na Usina Santa Terezinha

Entre os dias 9 e 17, a antiga propriedade da Mata Sul realiza seu festival com artistas visuais e músicos como Chico César e Cordel do Fogo Encantado

Publicado em 08/11/2018, às 11h04

Lirinha (em foto de apresentação no último Festival de Garanhuns) comanda show do Cordel do Fogo Encantado na edição 2018 no festival Arte na Usina / Rodrigo Ramos/Secult-PE/Divulgação
Lirinha (em foto de apresentação no último Festival de Garanhuns) comanda show do Cordel do Fogo Encantado na edição 2018 no festival Arte na Usina
Rodrigo Ramos/Secult-PE/Divulgação
Bruno Albertim

A Usina Santa Terezinha, na Mata Sul, vai se consolidando como o grande parque da arte contemporânea de Pernambuco. Espécie de versão pernambucana e menor do museu de Inhotim, em Minas Gerais, com um parque botânico e de obras de arte de grandes dimensões a céu aberto, a usina tem confirmada a quarta edição de seu festival Arte na Usina. De 10 a 17 de novembro, uma extensa programação de oficinas, discussões, imersões, cursos, exposições e shows envolvem comunidade, artistas, visitantes e organizadores.

“Diferentemente do museu de Inhotim, nosso projeto tem como prioridade o envolvimento da comunidade em atividades de longo prazo, para desenvolver potencialidades e incentivar a economia criativa e do turismo na região”, diz Ricardo Pessoa de Queiroz, idealizador do projeto de “reinvenção” da usina, fechada há mais de vinte anos, por meio da arte. Vinculados ao projeto, funcionam ao longo do ano, por exemplo, uma escola de música e uma rádio comunitária operando a partir de uma instalação artística do pernambucano Paulo Meira. O festival é uma espécie de vitrine festiva das ações.

VIRTUAL

Como desde o início, a curadoria é dos artistas plásticos José Rufino (PB) e Fábio Delduque (SP), com produção assinada pela Proa Marketing Cultural, com um calendário de exposições e oficinas encampadas por alguns dos nomes mais proeminentes das artes visuais do Brasil e de países vizinhos. No campo das artes visuais, as atividades serão conduzidas por nomes como o uruguaio Clemente Padín, um dos mais importantes nomes da poesia virtual da América Latina. Ele conduz uma vivência com o público e realiza a exposição audiovisual Clemente Padín: Poesia Virtual sob curadoria de Rufino.

Entre outros nomes importantes do panorama nacional das artes, estão Estela Miazzi, Rodrigo Bueno (Ateliê Mata Adentro), Aline Albuquerque, Fábio Delduque, Clara Moreira e Virgínia de Medeiros, baiana radicada em São Paulo, de obra consagrada em bienais, e dona, hoje, de umas das principais poéticas sobre pertencimento e desapropriação, borrando noções clássicas de ficção e documentário. Durante a próxima semana, Virgínia realiza a oficina O encontro como processo criativo.

A programação musical contará com shows de Chico César, Almério, Bruno Lins, Cordel do Fogo Encantado, Beto Ortiz, Adiel Luna, Josildo Sá, Orquestra de Câmara de Pernambuco, Bia Marinho e Em Canto e Poesia, e também dos DJs que fazem a cena dançante recifense: Edinho Jacaré, Valdir Português (da Noite Cubana), e também o DJ Dolores e Lala K. Os shows acontecem na sexta e no sábado da primeira semana e a partir da quinta-feira da semana seguinte. A entrada é gratuita.



“Do ano passado para cá, já surgiu uma pousada em função do movimento criado pelo festival. Mas a grande oferta de leitos é através das hospedagens domiciliares, em casas dos próprios moradores, organizados para isso”, diz Ricardo, informando que no site oficial do evento tanto pode-se acessar as opções.

O festival conta com a parceria do Sebrae-PE, responsável por atividades de estímulo ao empreendedorismo da região dentro do projeto Ecossistema de Negócios Sociais da Mata Sul. Foram realizadas consultorias e qualificações com mais de cem moradores da antiga vila operária da usina.

“Destacamos os empreendedores do ramo de alimentação que desenvolveram bastante a partir das intervenções das capacitações, como também o agricultor familiar”, diz Katia Georgina, analista do Sebrae na Mata Sul. Nos dias de festival, será realizada uma feira gastronômica para os pequenos empreendedores exporem e comercializarem produtos locais. Durante os finais de semana, haverá visitas guiadas às obras que compõem o parque de arte nos entornos da usina. Todas as atividades são gratuitas.

Festival Arte na Usina – 2018. 9 a 17 de novembro. Usina Santa Teresinha - Rodovia PE 99, KM 10, Água Preta. Informações: 3419-8070 e www.usinadearte.org/festival-arte-na-usina


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