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Investigativa
MESTRE

Morre, aos 85 anos, o artesão Zé do Carmo

Patrimônio Vivo de Pernambuco desde 2005, o mestre ficou marcado por criar esculturas de barro sacras com toques nordestinos

Publicado em 26/04/2019, às 10h43

O mestre Zé do Carmo / Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
O mestre Zé do Carmo
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
JC Online

Atualizada às 12h56

O artesão José do Carmo Souza, conhecido como Zé do Carmo, morreu nesta sexta-feira (26/4), segundo anunciou a Secretaria de Cultura de Pernambuco por meio de nota. Com 85 anos, o mestre popular ficou famoso por criar esculturas sacras com um toque pessoal e nordestino inconfundível.

A causa da morte não foi divulgada. Nascido em 1933, filho de dois artesões, Joana Izabel de Assunção e Manuel de Souza dos Santos, ele começou a trabalhar com o barro aos 7 anos.

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) também prestou uma homenagem ao artesão, onde identifica Zé do Carmo como um mestre do barro e da pedra. "O legado de Mestre Zé do Carmo para o nosso artesanato permanecerá, eterno como seu talento com o barro e a pedra, matérias-primas com as quais soube tão bem representar o homem, a tradição, a religiosidade e a cultura do Nordeste. Meus sentimentos e minha solidariedade à sua família, seus amigos e seus muitos discípulos nesta arte tão característica do nosso Estado", disse Paulo por meio de uma nota.



Sua obra traz imagens de santos e figuras religiosas que se confundem com o imaginário nordestino, com a presença de mendigos, agricultores, Pretos Velhos, anjo cangaceiros, jornaleiro, Padre Cícero, Lampião, Maria Bonita. Uma das suas imagens preferidas era a de um anjo com traços de cangaceiro com 1,5 m de tamanho, que mantinha em seu ateliê.

GOIANA

Zé do Carmo iniciou sua trajetória em Goiana. Ainda que o desejo da mãe fosse ordená-lo padre, o artesão escolheu unir o ofício do barro com a religiosidade. Em 2005, foi apontado como Patrimônio Vivo de Pernambuco, um reconhecimento pela sua obra e seu estilo, forjados no autoditatismo.



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