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Queijaria

Exposição de animais recebe concurso de queijos artesanais de Pernambuco

Organizado pela Comissão de Agricultura da Alepe, concurso acontece na quarta (7) no Parque do Cordeiro

Publicado em 31/10/2018, às 18h00

Queijo de coalho: sabor lácteo como grande característica / Divulgação
Queijo de coalho: sabor lácteo como grande característica
Divulgação
JC Online

Tradição na Europa, onde mobilizam comunidades inteiras, os concursos de queijos começam a ganhar corpo no Brasil. Na próxima quarta-feira (7), a Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) realiza a segunda edição do Concurso Regional de Queijos Artesanais de Pernambuco. O evento acontece a partir das 19h, no estande da Alepe dentro da 77ª Exposição Nordestina de Animais e Produtos Derivados, no Parque de Exposições do Cordeiro, no Recife.

Com 20 produtores inscritos no ano passado, a organização tem previsão de dobrar o número de participantes, com o objetivo de usar o panorama competitivo como forma de estimular a qualidade média do queijo produzido artesanalmente no Estado.
Na premiação, serão analisados os queijos do tipo manteiga e coalho em suas duas subcategorias – do tipo A e do tipo B, ou seja, feito com leite pasteurizado e leite cru.

CRU

Considerado parte imprescindível da cultura comestível pernambucana, o queijo de coalho artesanal deve ser feito com leite, integral ou desnatado, não pasteurizado, ou seja, cru, segundo lei estadual publicada em 2007. Se bem tratado, o leite vai transmitir, portanto, bactérias benéficas para garantir as principais características de um bom queijo de coalho: a uniformidade na textura, a alvura na cor e o sabor francamente lácteo.

“Serão analisados critérios elementares, como aparência, sabor e textura”, diz o assessor parlamentar Saulo Malta, um dos responsáveis pela organização do evento.



Durante a próxima semana, equipes da própria comissão da Alepe percorrerão os municípios da bacia leiteira do Agreste e parte do Sertão de Pernambuco para coletar amostras de queijos.

Mas os produtores interessados também podem se inscrever, diretamente no estande da Alepe na exposição ou através da Comissão de Agricultura, pelo telefone 3183-2406.

Ainda grandemente informal, a produção artesanal do queijo ganhou um facilitador para a legalização através de lei nº 16.276/2017. Iniciativa do deputado Claudiano Martins, a nova legislação prevê que produtores usem apenas o próprio CPF para regularizar seus laticínios – sem necessidade de abrir empresa.




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