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CINEMA

Musical Os miseráveis chega em tom de super-espetáculo

Longa-metragem é candidato a oito prêmios Oscar

Publicado em 01/02/2013, às 06h00

Hugh Jackman e Anne Hathaway em cena de Os miseráveis / Universal Pictures/Divulgação
Hugh Jackman e Anne Hathaway em cena de Os miseráveis
Universal Pictures/Divulgação
Ernesto Barros

A versão do musical Os miseráveis (Les misérables, 2012) enche os olhos de qualquer espectador. Da primeira à última cena, o que marca o longa-metragem é a sua dimensão espetacular: são quase três horas de duração, os cenários são grandiosos e a história é uma lição de amor e humanismo que há mais de 150 anos vem se mantendo atual. Candidato a oito Oscar, inclusive Melhor Filme, Os miseráveis vem colecionando prêmios (ganhou três no Globo de Ouro) e fortuna. Em pouco mais de um mês de exibição, já alcançou uma bilheteria de US$ 300 milhões. A produção estreia hoje nesta sexta-feira (1º/02) nos cinema do Recife e Região Metropolitana. 

Dirigido por Tom Hooper, o mesmo que há dois anos surgiu do nada e ganhou o Oscar de Melhor Diretor por O discurso do rei (The king´s speech, 2010), Os miseráveis foi feito para suplantar a experiência teatral. A versão para o cinema, com roteiro de William Cameron, segue à risca a estrutura do musical excetuando-se apenas a troca de uma canção. Com uma direção vigorosa e envolvente – até demais em alguns momentos –, Hooper faz de tudo para conquistar e cativar o espectador. Não é uma tarefa fácil, mas ele teve uma grande sacada: fez com que os atores cantassem de verdade durante as filmagens. A princípio, o recurso poderia até ser dispensável. Mas, ao contrário, o resultado faz a diferença. 

A obrigação de cantar e interpretar tirou a zona de conforto possibilitada pela dublagem. Logicamente, nem todos os atores dão conta da empreitada, o que desequilibra o filme em vários momentos. Talvez a performance mais fraca, entre os atores principais, seja a de Russell Crowe. Se não cantasse, certamente seu Javert estaria de bom tamanho. Como seu antípoda, Hugh Jackman se saiu bem melhor e faz um excelente Jean Valjean ao mostrar que seus dotes vocais não são limitados e foi indicado ao Oscar. 



Mas a grande surpresa é a participação de Anne Hathaway, que arrasa como Fantine ao cantar I dreamed a dream, naquele que talvez seja o melhor momento de Os miseráveis. Apesar da trama ter sido reduzida, o filme segue o plot básico da história de Victor Hugo, centrada na busca de redenção de Jean Valjean e no jogo de gato e rato com Javert. Ao se sentir em dívida com Fantine, Valjean adota a menina Cosette (Amanda Seyfried) e faz de tudo para fazê-la feliz, inclusive forjando seu encontro com Marius (Eddie Redmayne, talvez a melhor voz do filme), um estudante revoltoso da Paris de 1832.

As participações de Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter, como o casal Thénardier, quebram um pouco o excesso de drama e ajudam o espectador a respirar durante a longa cantoria do filme.

Leia mais na edição desta sexta-feira (1º/02) no Caderno C, do Jornal do Commercio.





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