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Festival de Cinema

Cinema pernambucano é premiado no FESTin 2018, em Lisboa

Na 9ª edição do Festival Itinerante de Cinema da Língua Portuguesa, 'Açúcar', de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira, ganhou o prêmio do Júri da Crítica.

Publicado em 09/03/2018, às 14h19

Cena de 'Açúcar', que se passa num engenho da Zona da Mata e tem Maeve Jinkings como protagonista / Foto: Aroma Filmes/Divulgação
Cena de 'Açúcar', que se passa num engenho da Zona da Mata e tem Maeve Jinkings como protagonista
Foto: Aroma Filmes/Divulgação
JC Online

A 9ª edição do FESTin – Festival Itinerante de Cinema da Língua Portuguesa chegou ao fim nesta terça-feira, 6, com a entrega dos prêmios e uma animada festa no Cinema S. Jorge, em Lisboa. A apresentação da cerimônia, tal como na abertura, ficou a cargo da brasileira Karla Muga e do português Luis Filipe Borges.

Durante oito dias consecutivos, o Festival promoveu a difusão do cinema em português, permitindo ao público apreciar obras de ficção e documentários produzidos por realizadores de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Nesta semana em que decorreu o FESTin, foram exibidos 67 filmes, entre longas e curtas-metragens e documentários em competição. Integrou ainda as Mostras FESTinha (para o público infantil); FESTin + ; Inclusão Social; Sotaques da Língua Portuguesa; Latim – a Língua em Movimento; e Guiões.

Por conta do Festival, estiveram em Portugal mais de 50 convidados, entre realizadores, produtores, distribuidores, atores e atrizes, políticos, diplomatas e até religiosos. Os quais, nas variadas sessões, se juntaram aos habituais amantes da Sétima Arte. O FESTin, segundo a diretora geral, Léa Teixeira, cumpriu uma vez mais o objetivo de congregação do cinema lusófono e, paralelamente, difundiu temas atuais e importantes, como os direitos humanos, a denúncia social e a cidadania.

Mas os conteúdos artísticos também estiveram em alta, através de obras que resgatam a memória do cinema, falam de outras formas de arte e cultura ou, simplesmente, do cotidiano. Conforme afirmou em palco Adriana Niemeyer, diretora artística do FESTin, este entra agora em um “período de balanço” obrigatório, já que a 10ª edição exigirá uma dimensão ainda maior e deverá ter um cariz particularmente emblemático. Até lá, ficam os aplausos da assistência, a gratidão dos convidados e a sensação de “dever cumprido” por parte da equipe do Festival.

OS VENCEDORES DO FESTin

“Redemoinho” é o principal premiado. O filme de José Luiz Villamarim sobre dois amigos que se reencontram após um acontecimento trágico na infância foi escolhido pelo júri como o Melhor do Filme do FESTin 2018 – enquanto o cineasta foi
escolhido também como Melhor Realizador.

Já o prêmio do Júri da Crítica foi para “Açúcar”, de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira, com uma Menção Honrosa para “Mulher do Pai”. O público escolheu para distinguir “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky, obra que estreia comercialmente em Portugal no dia 15 de março.



Os restantes prêmios para as longas-metragens de ficção couberam a Grace Passô (Melhor Atriz por “Praça Paris”, coprodução da Fado Filmes também com estreia prevista para o circuito comercial), e Marat Descartes (Melhor Ator por “Mulher do Pai”).

Na categoria Melhor Documentário a distinção do júri coube a “Saudade”, de Paulo Caldas e a curta-metragem “A Gis”, de Thiago Carvalhaes.

Segue a lista completa dos premiados da 9ª edição do FESTin:

Categoria de Longa-metragem:

Melhor longa-metragem: “Redemoinho” de José Villamarim
Melhor realizador: José Villamarim por “Redemoinho”
Melhor atriz: Grace Passô por “Praça Paris” 
Melhor ator: Marat Descartes por “Mulher do pai”
Melhor filme – Júri da Crítica: “Açúcar” de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira
Menção honrosa de longa-metragem - Júri da crítica: “Mulher do pai” de Cristiane Oliveira
Melhor filme – Júri Popular: “Como nossos pais” de Laís Bodanzky

Categoria de Curta-metragem:

Melhor curta-metragem: “A gis” de Thiago Carvalhaes
Menção honrosa de curta-metragem: “África na Europa” de Atcho Express e “Carga” de Luis Campos
Melhor curta-metragem – Júri Popular: “Hospital da memória” de Pedro Paula de Andrade

Categoria Documentário:

Melhor Documentário: “Saudade” de Paulo Caldas
Menção honrosa de Documentários: “Serviçais das memórias à identidade” de Nilton Medeiros
Melhor documentário – Júri Popular: “Serviçais das memórias à identidade” de Nilton Medeiros

Categoria Infanto-Juvenil: 

Melhor filme – Júri popular infantil: “Como surgiram as estrelas” de Renato Barbieri e Adriana Meirelles

Sobre o FESTin

O FESTin é organizado pela ASCULP- Associação Cultura e Cidadania da Língua Portuguesa, em coprodução com o Cinema São Jorge e parceria estratégica com a EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, e conta com o apoio financeiro da CML – Câmara Municipal de Lisboa.





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