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Para recordar

15 anos de 'Acquaria': O maior fracasso de Sandy e Junior?

Ficção científica de 2003 protagonizada pela extinta dupla foi o filme brasileiro mais caro da época, mas um desastre de bilheteria

Publicado em 12/12/2018, às 05h15

Sarah (Sandy) e Kim (Junior) em cena de 'Acquaria'. / Foto: Divulgação
Sarah (Sandy) e Kim (Junior) em cena de 'Acquaria'.
Foto: Divulgação
Robson Gomes

893.695 espectadores. Este é o número oficial da Agência Nacional do Cinema (Ancine) sobre a bilheteria do filme Acquaria, que chegava às telonas, exatamente, no dia 12 de dezembro de 2003, em 300 salas do País. Há quinze anos, este era um dos longas mais esperados pelo público infanto-juvenil, que veria a extinta dupla Sandy & Junior protagonizar uma história nas telonas. Mas a ficção científica dirigida por Flavia Moraes decepcionou público e crítica, com um sucesso comercial abaixo do esperado.

Ao longo dos 103 minutos de seu roteiro, escrito por Claudio Galperin e Flavia Moraes, após constantes agressões à natureza, a água do planeta está praticamente esgotada e os jovens Sarah (Sandy) e Kim (Junior Lima - na época, nomeado como D.L. Junior), ao lado de seus amigos, tentam encontrar uma forma de obter este bem tão precioso e indispensável para a sobrevivência da humanidade.

Além da dupla de irmãos, Acquaria reuniu nomes de peso para a superprodução como Emilio Orciollo Neto (Gaspar), Júlia Lemmertz (Nara), Alexandre Borges (Bártok), Milton Gonçalves (Závos) e Serafim Gonzalez (Sárkis). Mas quem acabou roubando a cena foi o carismático Guili, interpretado por Igor Rudolf, e a cachorrinha Wind, que deu vida ao cãozinho Mingus.

Com uma equipe técnica composta por pouco mais de 200 profissionais, as filmagens do longa duraram oito semanas e ocorreram em três estúdios construídos especialmente para o filme em Paulínia (SP) e gravações externas no Deserto do Atacama, no Chile. Foram utilizadas mais de mil toneladas de areia nos estúdios, além de muitos litros d'água e barras de gelo de dois metros de altura.



Acquaria foi orçado em 10 milhões de reais, um recorde para um filme brasileiro até aquela época. Mas isso não foi o suficiente para convencer a crítica especializada. Ao mesmo tempo em que se elogiava a fotografia, direção de arte e os efeitos especiais, muitos rejeitaram o roteiro, chamando-o de 'arrastado', de ritmo lento, 'sem profundidade' e 'incoerente'. Todavia, o trabalho da diretora Flavia Moraes, que fazia sua estreia no cinema, foi elogiada pelo conjunto da obra.

OUSADIA E CORAGEM

Inspirada em filmes como Waterworld: O Segredo das Águas (1995), Mad Max (1979) e até Matrix (1999), muitos elogiaram a coragem e a ousadia de Sandy e Junior em optarem por um caminho novo nas telonas, fazendo algo completamente diferente do que era visto num filme infanto-juvenil daquela época. Pena que o resultado deixou a desejar em seu produto na final na visão da crítica e, até mesmo, para os fãs da dupla.

Porém, se Acquaria foi o maior fracasso da dupla ao longo dos 17 anos em que estiveram juntos, a resposta é: definitivamente não. Houve números menores para Sandy e Junior em outros momentos - principalmente nos últimos anos. Mas para quem não vai procurar rever Acquaria 15 anos depois, pode escutar o disco Identidade (2003) nas plataformas digitais, que tem quatro faixas (Encanto, Libertar, Planeta Água, O Mundo Que Se Vê) que fizeram parte da (ótima) trilha sonora do filme. Afinal, é de música que Sandy e Junior, realmente, entendem. E sempre entenderam.





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