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Acessibilidade

Festival VerOuvindo inicia programação de filmes acessíveis

O VerOuvindo chega à sua 5º edição com longas e curtas exibidos nas modalidades de acessibilidade comunicacional: LSE, Libras e audiodescrição

Publicado em 23/04/2019, às 12h36

O festival começa hoje nas três cidades: Recife, Vitória de Santo Antão e Jaboatão dos Guararapes / Divulgação
O festival começa hoje nas três cidades: Recife, Vitória de Santo Antão e Jaboatão dos Guararapes
Divulgação
João Rêgo

Pioneirismo, difusão e consolidação. O VerOuvindo – Festival de Filmes com Acessibilidade Comunicacional do Recife começa sua 5º edição, hoje, com uma programação que reúne essas três características. Serão seis dias de exibições com filmes nas modalidades de acessibilidade comunicacional: audiodescrição, Libras e LSE, nas cidades do Recife, além de Jaboatão dos Guararapes e Vitória de Santo Antão, que inauguram as sessões descentralizadas no festival. Tudo isso aliado a oficinas, masterclasses e palestras. A programação é toda gratuita.

Para além da sua estabilização, nesta edição, o VerOuvindo se posicionou à frente das discussões sobre a acessibilidade comunicacional no cinema. Isso refletiu-se numa programação que inovou em diversas frentes. Uma das grandes novidades será, por exemplo, a premiação da audiodescrição nas produções da Mostra Competitiva de Curtas. Cerca de 21 filmes, de oito estados diferentes, concorrerão em três categorias a prêmios de R$ 1.500,00, julgados por um Júri Técnico, um Júri Popular e pelo Júri da Federação Pernambucana de Cineclubes. O festival é o primeiro e único no Brasil a premiar os profissionais audiodescritores.

Atendo-se agora a grade de filmes, o pioneirismo da curadoria se deu em processos dentro e fora das produções. Nesta edição, o público com deficiência sensorial terá a oportunidade de passear pela obra do diretor Marcelo Gomes. Serão exibidos dois filmes do pernambucano, completamente acessibilizados: o seu primeiro longa Cinema, Aspirinas e Urubus, e, uma das principais atrações do festival, seu novo filme, exibido no Festival de Berlim 2019, Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar.

“Aprender a ler o cinema é um processo difícil, principalmente, para pessoas com deficiências sensoriais. Quando apresentamos dois filmes para o público, o primeiro e o último de um diretor, podemos mostrar que existe uma linguagem ali, e como um autor trabalha com ela” afirma, Liliana Tavares, idealizadora e coordenadora do festival.

Outra novidade é a presença do curta Autofalo, do pernambucano Caio Dornelas. O filme concebeu sua acessibilidade durante a pré-produção, e não as relegou para depois, como acontece normalmente. Essa ideia surgiu da própria Liliana junto ao realizador, no projeto de doutorado da coordenadora.

“Fizemos a audiodescrição durante a montagem. Ela foi concebida desde o início pensando nessa ideia. Tudo foi muito integrado”, conta Caio.

Antes da exibição do curta, acontece a palestra sobre o dispositivo ProAcess, da Riole. O aparelho – que reúne à parte os recursos de audiodescrição, legendas descritivas e Libras, será testado durante a sessão.



A programação de filmes ainda conta com o recente longa de Paulo Nascimento, Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos, Sessão Alumiar Índigo – parceria com o Cinema da Fundação –, para uma exibição que contemple também pessoas autistas. Além de três curtas pernambucanos premiados no FestCine, todos acessibilizados.

Jornada

Seguindo a tradição, a organização do festival continua investindo na formação dos profissionais de acessibilidade. Para integrar esses processos, a grande novidade desta edição é a Jornada VerOuvindo – que reune, além de oficinas e masterclasses, dois painéis com relatos, falas e experiências de profissionais de todo o país.

A programação conta com as masterclasses Pensando o Cinema como Inclusão, com o diretor cadeirante Jeorge Pereira, LSE no Audiovisual, com Flávia Machado, e Consultoria em Audiodescrição, com Elizabet Dias de Sá, além da oficina Produção de Janela de Libras.

Compõem ainda a Jornada, a palestra da RECAM, que concedeu ao VerOuvindo o prêmio do I Concurso de Buenas Prácticas, no ano passado.

Saindo das salas de cinema, o festival também contará com um show acessível da cantora Luiza Caspary, no dia 27, às 20h, no SinsPire. A artista apresenta o seu segundo álbum,Mergulho.

O VerOuvindo acontece nas salas Museu e Derby, do Cinema da Fundação, no Recife, no Teatro Silogeu Professor José Aragão, em Vitória, e Cine Teatro Samuel Campelo, em Jaboatão. A programação completa pode ser conferida no site www.verouvindo.com.



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