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Espiritismo

'Divaldo - O Mensageiro da Paz' é um filme sobre amar ao próximo

Cinebiografia do líder religioso e filantropo baiano estreia nesta quinta-feira (12) nos cinemas de todo o País

Publicado em 11/09/2019, às 05h00

Divaldo (Bruno Garcia) ao lado de seu Espírito Obsessor (Marcos Veras) e sua guia, Joana de Angelis (Regiane Alves). / Foto: Divulgação
Divaldo (Bruno Garcia) ao lado de seu Espírito Obsessor (Marcos Veras) e sua guia, Joana de Angelis (Regiane Alves).
Foto: Divulgação
Robson Gomes

Quando se fala em “filme religioso”, muitos costumam virar as costas ou julgar previamente como “perda de tempo”. A classificação de “filme espírita”, então, afugenta mais ainda os incrédulos e, até mesmo, os intolerantes. Mas esses rótulos se tornam pequenos e simplistas diante do longa brasileiro Divaldo – O Mensageiro da Paz, que estreia nesta quinta-feira (12) em circuito nacional. A cinebiografia do líder humanitário brasileiro Divaldo Franco, dirigida e escrita por Clovis Mello, é, antes de tudo, um filme que fala de amor e caridade.

O longa apresenta a história de Divaldo desde sua infância no interior da Bahia até sua consagração como filantropo e orador em prol da divulgação da doutrina espírita no Brasil e no mundo. O personagem título é interpretado por três atores: na infância, João Bravo; na adolescência e início da vida adulta, Ghilherme Lobo; e mais amadurecido até o presente, o pernambucano Bruno Garcia.

Divaldo – O Mensageiro da Paz é uma produção cearense da Estação Luz Filmes, com distribuição pela Fox Film do Brasil. A produtora é a mesma que marcou época ao realizar filmes com a temática espírita, impactando o cinema brasileiro nos últimos anos com obras como Bezerra de Menezes – O Diário de Um Espírito (2008) e Chico Xavier (2010).

Durante a exibição prévia do longa na Federação Espírita Pernambucana, localizada no Espinheiro, Zona Norte do Recife, o produtor executivo Fernando Lobo contou um pouco sobre os bastidores da produção, que começou a ser idealizada em 2012: “Quando produzimos o filme sobre Bezerra de Menezes, uma das pessoas que mais nos incentivaram foi o próprio Divaldo Franco. A partir daquele momento, ele se tornou o nosso maior conselheiro. [...] E quando conhecemos o trabalho dele, nos encantamos. Percebemos que a história dele poderia produzir algo que pudesse impactar as pessoas através da mensagem de amor que ele prega”.

A história do filme começa em 1933, em Feira de Santana, quando o pequeno Divaldo descobre que pode conversar com espíritos e, por isso, sofre rejeição dos colegas de escola, da igreja e do próprio pai. Seu maior apoio está na sua mãe, Dona Ana, interpretada com maestria por Laila Garin.

Aliás, com grandes atores conhecidos do público, o elenco todo está no tom certo de cada personagem. Além da atuação sensível e emocionante de Laila, impressionam os trabalhos de Marcos Veras, que dá vida ao Espírito Obsessor de Divaldo, e Regiane Alves, como Joana de Angelis, a mentora espiritual do líder humanitário, que hoje tem 92 anos. Regiane, inclusive, foi escolhida pelo próprio Divaldo para o papel, mesmo com outra atriz escalada.



Seguindo o roteiro de 118 minutos, na adolescência, Divaldo se muda para Salvador, onde aprende a lidar com sua mediunidade. Acompanhado de Laura (Ana Cecília Costa), ela introduz o espiritismo na família de Divaldo e o ajuda a entender o seu dom mediúnico. Em uma das cenas em que se discute sobre a doutrina em si, uma das frases dela soa mais que urgente para o momento conturbado em que vivemos: “Deus é um só para todas as religiões”.

O roteiro de Clovis Mello tem uma narrativa leve. Um didatismo necessário, às vezes, para ajudar o público a entender a diferença do catolicismo para o espiritismo. Mas, ainda assim, não vem com a intenção de segregar e gerar atrito. E, sim, esclarecer o público que deseja entender mais sobre a doutrina. Com sutileza, o filme fala de questões pesadas como suicídio e depressão. Em contrapartida, consegue tirar sorrisos com piadas simples para quebrar o clima de seriedade. Uma característica, inclusive, inerente ao próprio Divaldo Franco e que foi colocada neste longa, é o bom humor.

Ao longo de sua jornada, vemos Divaldo questionar e descobrir sua vocação filantrópica, passando a auxiliar os necessitados de modo cada vez mais consistente, até abrir a Mansão do Caminho – obra social que há 67 anos presta diversos serviços voltados à saúde e à educação para milhares de pessoas todos os dias.

Com cenas gravadas em Salvador e São Paulo, Divaldo – O Mensageiro da Paz tem o dom de emocionar e fazer refletir o público que estiver de coração aberto a conhecer uma história comovente de amor ao próximo.

SESSÃO ESPECIAL

No próximo sábado (14), às 10h, nas salas de cinema UCI do Shopping Tacaruna, a Federação Espírita Pernambucana (FEP) promoverá uma sessão especial do filme. O ingresso, que custa R$ 20, está à venda na própria FEP (Avenida João de Barros, 1629, no bairro do Espinheiro – Telefone: 3241-2157).




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