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CINEMA

Brasil leva 12 filmes ao Festival de Berlim 2017

Evento tem dois filmes pernambambucanos e começa nesta quinta-feira (9/2), na Alemanha

Publicado em 08/02/2017, às 06h00

Reda Kateb interpreta o violonista Django Reinhardt / ROGER ARPAJOU/DIVULGAÇÃO
Reda Kateb interpreta o violonista Django Reinhardt
ROGER ARPAJOU/DIVULGAÇÃO
ERNESTO BARROS

Nunca um festival internacional de cinema – entre aqueles três ou quatro mais importantes do mundo – recebeu uma comitiva brasileira tão vasta quanto a do 67º Festival Internacional de Cinema de Berlim (a conhecida Berlinale). São 12 títulos nacionais, produzidos em várias regiões do País, que vão disputar os troféus Urso de Ouro, os mais cobiçados do certame alemão, e outros prêmios das mostras paralelas. O cinema pernambucano, mais uma vez, destaca-se por estar na cabeça da competição de longas e curtas-metragens da Berlinale, que tem início nesta quinta-feira (9/2), em Berlim.

A largada do festival será feita com a première mundial do longa-metragem Django, primeiro filme do francês Etienne Comar, que vem a ser uma biografia do lendário violonista belga Django Reinhardt, um dos mais importantes nomes do jazz europeu e considerado o pai do Gypsy Swing. Reinhardt é interpretado por Reda Kateb (o árabe que sofre tortura waterboarding da CIA em A Hora Mais Escura). O filme acompanha o período em que o compositor tocou para os franceses durante a Paris ocupada pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial.

JOAQUIM

Além de Django, mais 17 longas-metragens concorrem ao Urso de Ouro, entre eles Joaquim, do pernambucano Marcelo Gomes, uma produção entre o Brasil e Portugal. A première mundial do filme acontece na quinta-feira (16/9), já na reta final da Berlinale. O filme é uma ficção livremente inspirada na vida do alferes Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes), um dos próceres da independência brasileira. 



Para contar a história de Tiradentes, Marcelo esqueceu a figura do mártir e herói para ir buscar as suas origens, durante seus anos de juventude na cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. Um dos pontos que Marcelo Gomes aborda em Joaquim é a realidade nua e crua do Brasil Colonial, principalmente a vida dos mais necessitados, inseridos em cenário de grande penúria. Um das fontes de consulta do cineasta de Cinema, Aspirinas e Urubusfoi o livro Os Desclassificados do Ouro, de Laura de Mello e Souza, que detalha as condições de vida dos brasileiros que viveram à margem da riqueza no século XVIII.

BREGA

O curta Estás Vendo Coisas, de Bárbara Wagner e Benjamim de Burca, concorre ao Urso de Ouro de Melhor Curta (o cinema brasileiro conseguiu o prêmio apenas uma vez, em 1989, por Ilha das Flores, de Jorge Furtado). O curta participou do Janela Internacional de Cinema, no ano passado. É uma incursão da dupla de artistas no universo da música brega, com foco no desejo dos músicos e cantores em emplacar videoclipes de sucesso. 

Ao lado das duas produções pernambucanas, a plateia berlinense será a primeira a ver os novos filmes de cineastas experientes como João Moreira Salles, Daniela Thomas, Laís Bodanzky, Júlia Murat, Davi Pretto e Felipe Bragança, que vão participar das mostras paralelas da Berlinale. 

Competição Oficial

Ana, Mon Amour, de C?lin Peter Netzer (Romênia/Alemanha/França)

Bamui haebyun-eoseo honja (On the Beach at Night Alone), de Hong Sangsoo (Coreia do Sul)

Beuys, de Andres Veiel (Alemanha) - Documentário

Colo, de Teresa Villaverde (Portugal/França)

The Dinner, de Oren Moverman (EUA)

Django, de Etienne Comar (França) – Primeiro Filme

El Bar (The Bar), de Álex de la Iglesia (Espanha) – Fora da Competição

Félicité, de Alain Gomis (França/Senegal/Bélgica/Alemanha/Líbano)

Final Portrait, de Stanley Tucci (Reino Unido/França) – Fora da Competição

Hao ji le (Have a Nice Day), de Liu Jian (Republica Popular da China) - Animação

Helle Nächte (Bright Nights), de Thomas Arslan (Alemanha/Noruega)

Joaquim, de Marcelo Gomes (Brasil/Portugal)

Logan, de James Mangold (EUA) – Fora da Competição

Mr. Long, de Sabu (Japão/Hong Kong,China/Taiwan/Alemanha)

The Party, de Sally Potter (Reino Unido)

Pokot (Spoor), de Agnieszka Holland (Polônia/Alemanha/República Checa/Suécia/Eslováquia)

Return to Montauk, de Volker Schlöndorff (França/Alemanha/Irlanda)

Sage femme (The Midwife), de Martin Provost (França/Bélgica) – Fora da Competição

T2 Trainspotting, de Danny Boyle (Reino Unido) – Fora da Competição

Teströl és lélekröl (On Body and Soul), de Ildikó Enyedi (Hungria)

Toivon tuolla puolen (The Other Side of Hope), de Aki Kaurismäki (Finlândia/Aleamnha)

Una Mujer Fantástica (A Fantastic Woman), de Sebastián Lelio (Chile/EUA/Alemanha/Espanha)

Viceroy’s House, de Gurinder Chadha (India/Reino Unido) – Fora da Competição

Wilde Maus (Wild Mouse), de Josef Hader (Áustria) – Primeiro Filme




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