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ENTREVISTA

Francesca encontra um novo amor em 'Haja Coração'

Marisa Orth explica por que a personagem é importante em sua carreira

Publicado em 13/07/2016, às 08h55

Marisa:
Marisa: "minha carreira foi mais pautada pelas séries na TV"
Reprodução/TV Globo
Márcio Gonçalves da Estadão Conteúdo

Diz a máxima popular que "depois da tempestade, vem a bonança". E, a julgar pelos próximos capítulos de 'Haja Coração', Francesca (Marisa Orth) pode estar perto de iniciar sua jornada em busca de um final feliz na novela das 19h da Globo. É que a feirante se aproxima do perturbado Rodrigo (Paulo Tiefenthaler), freguês de sua barraca. 

O publicitário, que sofre de TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), vai irritar bastante a matriarca dos Di Marino com sua mania excessiva de limpeza e a busca por frutas, legumes e verduras perfeitos. 

Porém, os dois têm experiências de sofrimento em suas vidas. Ela acredita que o marido, Guido (Werner Schünemann), foi morto pelo antigo amigo da família, Aparício (Alexandre Borges). E Rodrigo enfrenta um período de depressão após ser deixado pela esposa, que fugiu com seu motorista. 

Na entrevista a seguir, Marisa Orth explica por que essa personagem é tão importante em sua carreira, dá pistas de como será o futuro de Francesca e valoriza o fato de fazer drama depois de anos dedicados ao humor na TV.

'Haja Coração' é uma novela cômica, mas Francesca está ligada a diversos dramas. Como encarou esse contraponto?

MARISA ORTH - Eu acho maravilhoso e sempre soube que seria uma oportunidade e tanto para mim. Esse papel tem um lado dramático muito bom. Ela não é só a mãe de quatro jovens; é pobre e brasileira. Praticamente criou os filhos sozinha e é aquele tipo de mulher forte e grossa, sem cultura. Tem também toda a trama do marido desaparecido. Mas é uma responsabilidade grande porque somos o núcleo bom da novela e o opositor, dos Abdala, é um "mar" de comediantes absurdos. Precisamos fazer com que as pessoas torçam por nós. Uma vantagem é que temos nossos momentos de comédia também, que ajudam bastante.



A Francesca terá um novo amor. O que você pode adiantar sobre isso?

MARISA - Olha, eu ainda sei pouco sobre esta história. Quero muito que aconteçam várias coisas em relação a isso. Afinal, quanto mais trama tiver, melhor para eu trabalhar. A Francesca ainda espera um homem que sumiu, que ela jura que foi sequestrado, maltratado e assassinado pelos Abdala. Mas a história não é essa, o Guido (Werner Schünemann) não é um cara tão bom assim. Certamente vai ser bem mais fácil lidar com seus desejos e vontades depois que essa história começar a aparecer.

Você prefere explorar o lado dramático da Francesca ou as situações de comédia que aparecem?

MARISA - Eu tenho vontade de ter mais contato com o drama na televisão. É aquele velho clichê da coitada que só faz comédia. Amo o humor e sei que sou boa nisso. Não tenho mais idade para falsa modéstia. Mas também posso fazer drama. Há tiradas engraçadas, sem dúvida. Só que eu aproveito bem onde dá para explorar esse lado mais duro da vida dela. É uma chance boa, estou aprendendo bastante. Inclusive com a Mariana Ximenes, com quem eu contraceno bastante. Ela é uma baita veterana na TV. É nova, mas fez umas 200 novelas, ela sabe o que faz. Eu colo nela, porque não sou trouxa.

Já você, fez poucas novelas...

MARISA - Sim, é uma conta pequena. Ainda mais quando penso no tempo que já tenho de carreira. A primeira que eu fiz foi em 1990, 'Rainha da Sucata', há 26 anos. É que minha carreira foi mais pautada pelas séries na TV. Meu currículo tem seis anos só de 'Sai de Baixo'. Eu meio que me desloquei para a linha de shows. O 'Toma Lá, Dá Cá' durou três anos e também fiz 'Macho Man', 'TV Pirata', 'Dupla Identidade'... Foram bons projetos que acabaram me afastando de produções mais longas.

Mas você buscou ter mais convites para novelas nesses 26 anos?

MARISA - Sinceramente, não. Minha família estava em São Paulo. Eu queria poder criar o meu filho (que nasceu em 1998). Foi mais até uma decisão pessoal, se eu pensar bem. Porque aconteceram alguns convites para novelas que eu não peguei. Eu preferia estar mais livre. Nem sempre eu fui contratada da Globo, passei muito tempo com vínculos por obras certas. Acabou que só fiz cinco novelas até 'Haja Coração'. Isso desde 1990. Agora é diferente, meu filho já se alistou no serviço militar, cresceu. Mas tem uma coisa engraçada: todo mundo que faz série tem inveja de quem está em novelas e vice-versa. O José Mayer passava por mim e dizia: "Quem sabe comédia é que é rei". Nossa, o cara fazia um galã atrás do outro e me dizia aquilo!

A Francesca é um tipo bem popular, que trabalha na feira. Você lida bem com esse tipo de personagem?

MARISA - Eu gosto bastante. O Brasil é um país mais pobre, então é bacana poder representar essas pessoas ali. Eu tenho antepassados italianos, o que me deixa feliz também porque aprendi a amar esse povo. Tem um pouco um lado de homenagem. E é engraçado porque é a primeira feirante que faço, mas sinto como se tivesse nascido ali quando eu gravo. Fui a muitas feiras e descobri que em São Paulo elas são mais barulhentas do que no Rio.





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