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SUPERAÇÃO

Youtuber conta como foi ter câncer quatro vezes

A gaúcha Clarissa Wolff teve leucemia pela primeira vez aos 12 anos de idade

Publicado em 04/03/2017, às 13h57

'E sempre pensava: por que eu tô tendo câncer? O que o mundo quer me dizer? Que tipo de mensagem o universo tá mandando? E eu colocava muita culpa em mim
'E sempre pensava: por que eu tô tendo câncer? O que o mundo quer me dizer? Que tipo de mensagem o universo tá mandando? E eu colocava muita culpa em mim"
Foto: Reprodução/ YouTube
JC Online

A youtuber Clarissa Wolff organiza o canal literário A Redoma de Livros, mas em um vídeo publicado na última quinta-feira ela falou de sua experiência após ter câncer quatro vezes, sendo duas vezes leucemia e câncer no rim e no ovário. Logo aos 12 anos, ela foi diagnosticada com leucemia.

"Eu lembro que eu não conseguia fazer educação física porque eu tinha muita dor nas pernas e a minha professora de educação física não acreditava em mim, brigava muito comigo e me obrigava a fazer educação física. (...) Ela ficava me acusando de mentir o tempo inteiro. Depois que o diagnóstico de leucemia foi feito, ela foi no hospital me implorar desculpa. Aquilo para mim foi muito impactante de ver como a nossa dor é frequentemente descartada por pessoas que se consideram autoridades e por issso superiores a nós. A gente sabe que no mundo da saúde o que mais tem é médico que age assim", conta Clarissa.

Ela diz que não ficou assustada com a doença pois antes já tivera pneumonia, doença que, ela imaginava, era mais séria. Porém, ficou mal quando soube que seu cabelo ia cair. "Meus pais choraram quando me contaram. Eu perguntei: 'Mãe, eu vou morrer?'. E ela disse que não. Na posição de criança, meus pais sempre tiveram uma posição de super herói pra mim, então se ela disse que eu não ia morrer, a partir daquele momento tava resolvido. O que eu chorei muito foi quando falaram que meu cabelo ia cair. Eu fiquei muito, muito mal".



MEDICINA ALTERNATIVA

Filha de médicos, Clarissa diz que a medicina alternativa aplicada pelos seus pais (a mãe era homeopata e o pai especialista em técnicas de medicina chinesa) a confortou e ajudou a aliviar a dor. Ainda assim, passou por momentos angustiantes. Especialmente aos 16 anos, quando ela teve uma recaída e teve de fazer quimioterapia.

"Eu tinha uma hipersensibilidade das minhas artérias, então eu sentia o meu corpo inteiro pulsando sangue. Eu sentia tipo as artérias nas pontinhas dos meus dedos pulsando sangue e eu não conseguia dormir também porque eu sentia, é muito alto o barulho do seu corpo pulsando. Era assustador. Aqui no meio [da barriga] eu sentia uma pulsação tão alta que parecia que fazia eu pular da cama. Era muito impressionante aquilo".

Além de tudo, ela vivia sentindo-se culpada pela doença. "Eu sempre pensava: por que eu tô tendo câncer? O que o mundo quer me dizer? Que tipo de mensagem o universo tá mandando? E eu colocava muita culpa em mim. Eu dizia que eu tava fazendo alguma coisa errada, que era culpa da minha depressão — aliás, a minha depressão não tem nada a ver com câncer, eu tenho desde a primeira infância. Eu começava a entrar numa piração de culpa e ansiedade muito grande. Quando descobri que tinha essa síndrome, fiquei aliviada porque não era minha culpa, era genética".

VEJA O VÍDEO COMPLETO:


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