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REFLEXÃO

Terradois apresenta temas da pós-modernidade na TV Cultura

Maria Fernanda Cândido e o psicanalista Jorge Forbes conduzem o programa

Publicado em 21/03/2017, às 18h39

Maria Fernanda Cândido e Jorge Forbes discutem sobre os temas de cada episódio, também apresentados por atores em cenas criadas especialmente / Jair Magri/TV Cultura/Divulgação
Maria Fernanda Cândido e Jorge Forbes discutem sobre os temas de cada episódio, também apresentados por atores em cenas criadas especialmente
Jair Magri/TV Cultura/Divulgação
JC Online

A série TERRADOIS, com a atriz Maria Fernanda Cândido e o psicanalista Jorge Forbes, estreia nesta terça-feira (21/3), às 22h30, na TV Cultura. A produção apresenta discussões sobre temas relacionados à pós-modernidade com um formato no qual uma encenação, um momento no qual os atores falam sobre processo de criação da cena e uma terceira parte, na qual Maria Fernanda e Jorge discutem o tema de cada episódio, se completam.

A parte dramatúrgica de cada programa é baseada em textos do próprio Jorge. O primeiro, Sinfonia Sem Fim, fala sobre a morte e anseios em relação à posteridade. No roteiro escrito por Camila Raffanti, um compositor consagrado tem milhões de seguidores nas redes sociais, mas vive recluso. Ao descobrir que está condenado à morte, o personagem planeja etenizar-se na figura de um jovem músico. O elenco é formado por Daniel Farias e Marat Descartes, com participações especiais de Luiz Araújo e Maria Fernanda Cândido.



ORIGENS

"A principal razão de ter proposto fazer TERRADOIS foi a constatação do nosso despreparo para conviver e usufruir esse novo tempo da pós-modernidade. Temos novos sintomas e os tratamos com velhos remédios que, claro, não funcionam. Temos também novas alegrias e oportunidades, só que não as percebemos", explica Jorge Forbes sobre o que o motivou a desenvolver o projeto da série.

"Dei o nome Terradois ao que academicamente chamamos pós-modernidade. Penso ser um termo mais intuitivo, mais sensível. Afinal, vivemos em uma terra completamente diferente da anterior, do nascimento à morte, e nos sentimos desbussolados", esclarece ele.

 

 



Comentários

Por camila,22/03/2017

Alô, alô Terra! Sou espectadora assídua e fiel tanto da Rádio quanto da TV Cultura, há anos. Aguardei com modesto entusiasmo e discreta curiosidade o lançamento do Terra Dois, pois confesso que tive dificuldade em entender a que vinha, exatamente, o programa. Até aqui, tudo bem, pois essa “indefinição” poderia, inclusive, fazer parte da estratégia de divulgação, pensei eu. Pois bem, estamos no dia 22, e ontem foi ao ar o primero Terra Dois da série... será que será uma Série? Já começa uma pequena confusão, pois em nenhum momento foi mencionado qual o formato da atração. Ou eu não percebi...? Visulamente, achei impactante, bonito, atraente. A solução para o cenário é boa, sofisticada, dinâmica. E a abertura conseguiu dar uma boa ideia do que viria depois. Mas, para mim, os problemas começaram nos diálogos ensaiados entre a bonita Fernanda e o inteligente Jorge... Foi bem isso: a mulher bonita ouvindo atentamente o discurso do homem inteligente na tentativa de tornar didática suas opiniões sobre as mudanças no modus vivendi de nossa sociedade nessa era já aquariana. A sensação era a de que ela “questionava” para que ele pudesse nos ensinar a pensar. Aí começou a ficar chato. A dramatização da ”problemática” foi interessante. Também na minha amadora opinião, o artista foi muito melhor interpretado do que seu convidado, mas isso é detalhe. Para nós, reles mortais, ficou claro o que queriam dizer, sem nenhuma explicação. Na volta ao diálogo, problemas mais complexos: novamente a tentativa de didatizar as questões que são bastante subjetivas e complexas. Para mim, o artista queria muito mais ser lembrado eternamente, coisa que aliás caminha com a humanidade, do que continuar vivo e interagindo. Essa foi minha primeira discordância da lição que passaram. Segundo, se o rapaz queria preservar a memória do pai, nunca deveria ter aceito a proposta. O fato de aceitá-la compromete diretamente a tese de que queria preservar sua memória, mesmo que depois tenha “traído” a promessa original. Apesar de ter uma concepção inovadora, e isso é bem bacana, a solução me pareceu um tanto pretenciosa, didática demais, um tanto desajeitada. Que pena... vou torcer para que consiga me envolver no segundo episódio (?) que, aliás, nem sei quando será.



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