Jornal do Commercio
Eclético

Entrevista: Marcos Veras está em constante transformação

No ar em 'Pega Pega', o ator se divide ainda entre teatro e cinema e revela ao JC o desejo de ter seu próprio programa na TV

Publicado em 22/10/2017, às 05h00

Marcos Veras está envolvido em três projetos no cinema, entre eles 'A Festa da Firma', que estreia em dezembro. / Foto: Daryan Dornelles/Divulgação
Marcos Veras está envolvido em três projetos no cinema, entre eles 'A Festa da Firma', que estreia em dezembro.
Foto: Daryan Dornelles/Divulgação
Robson Gomes

“Acho que a minha profissão é ator”. Fora de contexto, nem parece que esta frase vem de um artista com 17 anos de carreira no alto de seus 37 de idade. Mas no ar como o policial Domênico na novela Pega Pega, da TV Globo, o carioca Marcos Veras sabe bem os passos que dá em sua carreira artística, que já passou pelo teatro, TV, cinema e internet, permeado principalmente pelo seu talento em fazer humor.

Em entrevista por telefone ao Jornal do Commercio, perguntamos ao ator se Domênico é seu personagem “mais sério” na telinha, e ele confirma. “Em TV, sim. É um personagem menos cômico. Ele tem humor, mas não é um personagem de humor. Teve a série Segredos de Justiça, que eu fiz agora pouco no Fantástico, que também era um personagem dramático, junto com a Andreia Horta. Mas Domênico é, com certeza, o meu personagem mais sério dos últimos anos”, comentou ele, que tenta conquistar o coração da personagem de Vanessa Giácomo no folhetim de Cláudia Souto.

Mesmo com a “seriedade” que Domênico lhe exige, Marcos Veras garante que a oportunidade de mostrar o outro lado do comediante é mais que válida. “É normal o público te colocar em um lugar de uma coisa só. Ou você é cantor, ou você é comediante, um ator dramático, um ator de televisão, um ator de cinema... E acho que a minha profissão é ator. E como ator eu posso apresentar um programa, um papel dramático, um papel cômico, uma peça, um stand-up... Acho que o artista, quanto mais ele for versátil, mais chances ele tem de dar coisas para o público”, afirmou.

Além do trabalho na telinha, o ator tem se aventurado nas telonas. Pelo menos três projetos nesta plataforma estão em curso para ele. Em dezembro, ele estreia como protagonista na comédia A Festa da Firma. “Meu personagem é o protagonista Vlad. É um dos gerentes de RH e o responsável para salvar a empresa de uma crise financeira e de imagem perante o mercado. E a ideia que ele tem é dar uma festa. Por aí você já tem uma noção do que pode acontecer: tentar salvar uma empresa de uma crise através de uma festa não sei se é uma ideia incrível, mas foi a que ele teve”, conta Marcos que, no primeiro trimestre de 2018 pretende gravar mais dois longas. Entre eles, um ao lado da atriz Letícia Colin chamado Matrioska, escrito e dirigido por Paulo Halm.



No teatro, o ator também tem se encontrado. Há 9 anos, ele segue em cartaz com o stand-up Falando à Veras, que já esteve no Recife, e está em suas últimas apresentações no Rio de Janeiro. Mas ele também tem se realizado com o monólogo Acorda Pra Cuspir. “O Acorda... tem um humor mais ácido e provocativo. É um texto de um americano chamado Eric Bogosian, numa adaptação para o Brasil, mas que fala de fama, sucesso, ética, dinheiro, egoísmo, de tudo, através do humor. Acho que é uma forma interessante e mais fácil de digerir os assuntos mais delicados”, relata ele, que faz uma promessa: “Ainda não fui com ela para Recife, mas assim que terminar a novela, estamos acertando datas para o início de 2018 levar esse espetáculo para vocês”.

Tendo referências em seu trabalho que perpassam desde Os Trapalhões, Chico Anysio, Jô Soares, Woody Allen, Charles Chaplin até Marcelo Adnet, Marcos Veras vai trilhando seu caminho no humor e na arte dramática como um todo, mas confessa que anda preocupado com a discussão que tem ganhado proporções gigantescas, principalmente nas redes sociais: a censura da arte.

Momentos antes desta entrevista, o ator estava em seu Twitter tentando debater com os usuários sobre o assunto. “Fui responder buscando um diálogo, mesmo que seja através do humor. Eu não quero ir para o embate ou o ataque. Eu não quero responder, e acho que a classe artística não deveria, da mesma forma que esses grupos que estão tentando censurar a arte estão fazendo, que é atacando. Acho que os artistas tem que responder com diálogo, lei e com mobilização. A sociedade, em geral, já conseguiu várias coisas com a mobilização. Ficar quieto é que realmente não conseguimos nada”, argumentou.

FUTURO

Preocupações à parte, o carioca ainda corre atrás de seus sonhos. E um deles é ter um programa de TV. Para isso, ele garante que há um projeto pronto, mas ainda não sabe quando sairá do papel. Entretanto, uma coisa é certa: a paixão por atuar e pelo humor não vai impedi-lo. “Não quero ser apresentador e largar a atuação. Assim como faria um drama e não largaria a comédia. Eu quero fazer tudo, na medida do possível, e eu tenho essa vontade”, finaliza Veras.




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