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Bastidores

Recife recebe gravações da supersérie da Globo 'Onde Nascem os Fortes'

O diretor artístico José Luiz Villamarim gravou cenas pela capital pernambucana com os atores Patrícia Pillar, Marco Pigossi e Alice Wegmann

Publicado em 22/12/2017, às 05h00

Marco Pigossi e Alice Wegmann pedalam no Píer Brennand para as gravações de 'Onde Nascem os Fortes'. / Foto: Estevam Avellar/TV Globo
Marco Pigossi e Alice Wegmann pedalam no Píer Brennand para as gravações de 'Onde Nascem os Fortes'.
Foto: Estevam Avellar/TV Globo
Robson Gomes

Recife, sol a pino, pouco minutos após às dez da manhã. Trinta e um graus com sensação térmica de quarenta no Píer Brennand. Próximo à Casa de Banhos, está montada uma tenda de apoio para se proteger do Sol. Ali embaixo estão cadeiras, cooler com água, algumas frutas e uma equipe concentrada e silenciosa. Minutos depois, vê-se um carro com câmeras se aproximando. Atrás dele, dois atores sorridentes pedalando pelas pedras icônicas do monumento que fica em Brasília Teimosa, Zona Sul da cidade. Tratam-se de Marco Pigossi e Alice Wegmann – os irmãos Nonato e Maria, respectivamente – gravando as primeiras cenas da supersérie da Globo Onde Nascem os Fortes, escrita pelo pernambucano George Moura, com direção artística do renomado José Luiz Villamarim, que estreia em 2018 na emissora carioca.

Diferente da arrebatadora minissérie Justiça, gravada quase que em sua totalidade no Recife ano passado, a capital pernambucana abrigou apenas dois dias de trabalho da nova supersérie, focando boa parte das cenas externas no sertão da Paraíba desde outubro, e terá locações no Piauí no ano que vem. Além de Marco e Alice, Patrícia Pillar também esteve na cidade gravando neste mesmo dia na parte da tarde, em um prédio da Rua da Aurora. Os três (mãe e filhos) são recifenses na trama, mas o destino de seus personagens vai levá-los para a cidade fictícia de Sertão, onde a história, de fato, acontece.

Entre um ‘corta’ e outro ‘ação’ da sequência, repetida várias vezes, ordenadas por Villamarim, entrava um som ambiente para os atores e equipe. A música, também tocada em um eterno looping, é Quando Bate Aquela Saudade, do cantor carioca Rubel. O calmo folk, junto com os poucos momentos de vento, servia como um refresco ao calor que atingia a todos que estavam naquele set aberto. A trilha não era aleatória: foi uma das canções usadas no processo de laboratório da supersérie.

A sintonia dos intérpretes de Maria e Nonato, irmãos diante das câmeras, também refletia nos bastidores. Enquanto Alice cantarolava a música de Rubel em uma das pausas, Marco admirava os barcos que passavam pelo Rio Capibaribe e suspirava: “Se eu pudesse compraria um veleirinho desse”, comentou para a colega de cena, que correspondia com um sorriso.

Pouco antes de conversar com o Jornal do Commercio, perguntamos quem ganhava na corrida de bicicleta que eles tanto gravavam. “Você ganha a corrida?”, indagou Marco para Alice. “Eu ganho”, disse a atriz. “Claro que não, né? Rouba!”, devolveu o ator. “Depende do ponto de vista”, brincou a jovem. “Ela trapaceia”, disse sorrindo o ator para a reportagem.



Alice Wegmann, a jovem protagonista da supersérie, falou da afinidade com a região que abriga a obra: “Coincidentemente, acho que tanto eu, como o Pigossi, somos apaixonados pelo Nordeste. Faço muitas viagens para essa região e tinha vindo a Recife este ano a passeio com minhas duas melhores amigas. Sempre que venho para cá, me sinto mais em casa do que quando estou no Rio. É um povo muito caloroso, receptivo, que abre as portas da casa, manda você entrar, faz comida para você e tudo! Você se sente da família mesmo”, conta a atriz.

Marco Pigossi, recém-saído do marrento caminhoneiro Zeca, do fenômeno A Força do Querer, reiterou a importância de sair do eixo Rio-São Paulo e entrar em contato com outras culturas através da teledramaturgia: “Tem uma coisa importante para o personagem, porque o lugar também molda você e seu corpo. Nós estávamos no sertão (da Paraíba), que é um lugar bruto, árido, onde tudo é duro de lidar, seco demais. E isso vai moldando também o personagem. O sotaque, as expressões, você vai se familiarizando e se integrando naquilo. Esse é o grande barato de sair de casa para gravar fora”. Uma curiosidade: o personagem dele em Onde Nascem os Fortes usa cinco tatuagens, todas removíveis. E misteriosamente, Nonato desaparecerá no início da trama.

SEGUNDO TEMPO

À tarde, acompanhamos a gravação de Patrícia Pillar. Como a sequência foi captada dentro de um edifício, até o porteiro conseguiu sua ponta na supersérie ao cumprimentar a personagem. “Bom dia, dona Cássia”, dirá o funcionário de verdade à engenheira química recifense da trama. Antes do “gravando” junto com o ator novato Igor Medeiros, chamava atenção o modo como a veterana descarregava a tensão simulando golpes de luta no ar, algo que, segundo a equipe, é costume de longa data da atriz.

Para o diretor José Luiz Villamarim, que vem se acostumando a gravar no Nordeste, toda essa ambientação se faz necessária para dar veracidade à trama. “Nós queríamos que o Sertão em Onde Nascem os Fortes fosse um personagem. Ou seja: o silêncio, o calor, a seca, os cactos, as pedras... Então essa história já tem como pressuposto filmar no sertão. Ser no Nordeste, é um lugar que tem haver com o George (Moura) ali, e eu também. O meu pai é piauiense. E eu costumo de chamar que isso é o ‘Brasil profundo’, um País que eu não tinha visitado ainda. Eu gosto de sair atrás desses lugares, pois ali é que podem se revelar novas histórias, novas perspectivas, um novo olhar. E sempre procuro viajar com a equipe, com os atores, porque ajuda no processo de realização de uma obra, na medida que isso gera uma imersão. Isso tudo junto faz com que eu volte para o Nordeste com o maior prazer, sempre. Eu adoro isso aqui!”, conclui.



Comentários

Por DEUSENIRO,22/12/2017

POR QUE É SUPERSÉRIE ESTRANHO DEVERIA SER NOVELA O MESMO ?



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