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Diretor da Funarte ataca Fernanda Montenegro e classe artística reage

Ataque foi resposta à capa publicada pela revista Quatro Cinco Um

Publicado em 24/09/2019, às 09h20

Apoiador de Bolsonaro declarado, afirmou, em texto, a necessidade de uma 'renovação completa da classe teatral brasileira' / Foto: Estevam Avellar/TV Globo
Apoiador de Bolsonaro declarado, afirmou, em texto, a necessidade de uma 'renovação completa da classe teatral brasileira'
Foto: Estevam Avellar/TV Globo
Estadão Conteúdo

Diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte, o encenador Roberto Alvim, se referiu à atriz Fernanda Montenegro com adjetivos como "sórdida" e "mentirosa". O ataque foi feito em resposta à capa publicada pela revista Quatro Cinco Um, em que a artista aparece retratada como uma bruxa momentos antes de ser queimada em uma fogueira de livros.

Sua postagem, com palavras destacadas em letras maiúsculas, diz o seguinte: "Um amigo meu, bem-intencionado, me perguntou hoje se não era hora de mudar de estratégia e chamar a classe artística pra dialogar. Não, absolutamente não. Trata-se de uma guerra irrevogável. A foto da sórdida Fernanda Montenegro como bruxa sendo queimada em fogueira de livros, publicada hoje na capa de uma revista esquerdista, mostra muito bem a canalhice abissal destas pessoas, assim como demonstra a SEPARAÇÃO entre eles e o povo brasileiro. Temos, sim, que promover uma RENOVAÇÃO completa da classe teatral brasileira. É o ÚNICO jeito de criarmos um RENASCIMENTO da Arte no Teatro nacional. Porque a classe teatral que aí está é radicalmente PODRE. E com gente hipócrita e canalha como eles, que mentem diariamente, deturpando os valores mais nobres de nossa civilização, propagando suas nefastas agendas progressistas, denegrindo nossa sagrada herança judaico-cristã, bom - com essa corja."

A classe artística reagiu às falas de Alvim também nas redes, por meio sobretudo de associações teatrais, defendendo Fernanda e pedindo o afastamento de Alvim. Em comunicado, a Associação dos Produtores de Teatro (APTR) repudiou as declarações do dramaturgo. Um trecho diz o seguinte: "A APTR repudia veementemente as declarações do diretor de Artes Cênicas da Funarte, Sr. Roberto Alvim, em suas redes sociais, onde classifica o não diálogo com a classe artística como uma 'guerra irrevogável'. Com a mesma intensidade, repudiamos a classificação da fala de dona Fernanda Montenegro como infantil, mentirosa e canalha. É absolutamente inadmissível que uma atriz com a sua trajetória seja atacada em seu livre exercício de expressão..."



Outro trecho da carta prossegue: "Cuidar da cultura como um importante setor para a economia e a formação de um país trata-se de um exercício diário, ético e respeitoso. O mesmo se aplica ao cuidado que deveria ser adotado ao se referir a uma atriz como Fernanda Montenegro, um símbolo da identidade nacional, com reconhecimento em todo o mundo..."

Alvim voltou a tratar do assunto no mesmo tom. "Sites, blogs e páginas da classe artística, além de inúmeras postagens, afirmam que sou ‘grosseiro’ e que tenho que 'respeitá-la', me xingam de tudo que é nome e exigem que eu me retrate e que seja demitido do cargo de diretor de Artes Cênicas. Fernanda MENTE escandalosamente, deturpa a realidade de modo grotesco, ataca o presidente e seus eleitores de modo brutal, e eu sou grosseiro e desrespeitoso, apenas por ter revidado a agressão falaciosa perpetrada por ela?"

O 'Estado' procurou a atriz, de 89 anos, para saber de sua posição, mas sua assessoria informou que ela não vai se pronunciar, e que agradece "este abraço pela compreensão".




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