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BALANÇO

Bienal do Livro é encerrada com maior valorização ao mundo geek

Evento literário testou pela primeira um espaço unicamente dedicado ao universo dos quadrinhos e o público aprovou

Publicado em 15/10/2017, às 20h08

Cosplayers animaram o último dia da Bienal na noite deste domingo / Foto: Felipe Ribeiro/ JCImagem
Cosplayers animaram o último dia da Bienal na noite deste domingo
Foto: Felipe Ribeiro/ JCImagem
Valentine Herold
vherold.jc@gmail.com

Poderia ser um trecho de um capítulo de um livro de ficção ou uma tirinha de uma história em quadrinhos, mas era apenas mais uma cena corriqueira deste domingo (15) na 11° Bienal Internacional do Livro de Pernambuco: Homem Aranha, Arlequina e o Coringa passeando pela praça de alimentação montada no pavilhão do Centro de Convenções. O evento literário que teve início no último dia 6 foi encerrado na noite deste domingo (15) entre cosplay, oficinas, sessões de autógrafos e apresentação musicais - sem esquecer, claro, de muitas vendas de livros.

Em relação ao primeiro fim de semana, a feira reuniu em seus último três dias um público maior. No domingo, muitas famílias passeavam entre os corredores do Cecon à procura de livros. O menor porte estrutural do evento em relação às outras edições foi, entretanto, bastante comentada pelos leitores, assim como a surpresa com o corredor de estandes dedicado ao artesanato e venda de objetos como bolsas e bijuterias. O administrador Washington Moreira estava, como muitos, aproveitando as já tradicionais promoções de último dia com sua esposa, no início da noite de ontem.

"Estou dando uma geral, vim para procurar livros e não tanto para as palestras. Mas apesar das promoções estou achando essa edição da Bienal mais reduzida, com uma variedade de estandes menor que os outros anos", avaliou.

As críticas dos expositores se assemelham às do público geral, mas a maioria se disse satisfeita com as vendas. "Principalmente nos últimos dias. A partir de quinta tivemos um movimento muito bom”, ressaltou Alexandre Oliveira, do estande da LeYa, que participou pela primeira vez da Bienal de Pernambuco. 'Há duas semanas eu estava na de Maceió e achei o movimento semelhante", pontuou.



QUADRINHOS

Se para os vendedores dos estandes de formato clássico esta 11° edição não se diferenciou positivamente das demais, os ilustradores e autores de HQs não poderiam estar mais satisfeitos. Pela primeira vez com um espaço próprio na Bienal do Livro, o Artist’s Alley, os quadrinistas atraíram um bom público de todas as idades. E diferentemente dos outros estandes, eram os próprios autores que atendiam os leitores. Talvez tenha sido justamente essa proximidade que tenha feito da ainda pequena alameda do universo dos quadrinhos um local de fomento à leitura e aos debates.

Um dos coordenadores da feira, Guilherme Robalinho, avaliou o espaço como sendo a grande aposta deste ano . “A Bienal termina esta edição fortalecida. Percebemos o forte carinho que o público tem para com o evento e estamos muito orgulhosos da programação que montamos e das parcerias”, disse. “Vivemos um momento difícil no País mas mesmo assim acho que as vendas superaram as expectativas, as pessoas vieram predispostas e notamos este ano um tempo de permanência maior das pessoas dentro do evento”, finalizou.

Uma certeza que a Bienal de Pernambuco deixou, seguindo a mesma tendência de outros eventos literários, é a de que não se pode mais ignorar o público vindo da internet - como vem demonstrou a forte movimento dos espaços Geek e o próprio Artist’s Alley





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