Jornal do Commercio
prosa

Há 35 anos morria o escritor Julio Cortázar

Um dos grandes nomes da literatura latina, ele é autor do icônico romance 'O Jogo da Amarelinha'

Publicado em 12/02/2019, às 10h15

O escritor Julio Cortázar / Reprodução
O escritor Julio Cortázar
Reprodução
Estadão Conteúdo

Há 35 anos, no dia 12 de fevereiro de 1984, morria em Paris, aos 69 anos, Julio Cortázar. Um dos grandes nomes da literatura latina, este argentino nascido em Bruxelas em 1914 deixou obras fundamentais, complexas e revolucionárias, como O Jogo da Amarelinha, Histórias de Cronópios e de Famas, Bestiário, As Armas Secretas, Final de Jogo e muitas outras.

Cortázar iniciou sua vida profissional como professor de escola no interior da Argentina. Em 1944, foi contratado pela Universidade de Mendoza para dar aulas de literatura francesa. Foi preso em 1945, depois de participar, com os alunos, da ocupação da universidade.

Depois, ele se mudou para Buenos Aires e, anos mais tarde, em 1951, para Paris, onde começou a vida trabalhando como tradutor da Unesco. Passou os 33 anos seguintes na capital francesa - e só voltou sete vezes para Buenos Aires.

Em 1966, Cortázar começou a militar a favor dos movimentos revolucionários na América Latina. Em 1973, publicou Livro de Manuel e ganhou o Prêmio Médicis. Em 1976, com o golpe militar na Argentina - a ditadura só terminaria em 1983 -, Cortázar cedeu seus direitos autorais para ajudar organizações de defesa dos direitos humanos que tentavam conseguir a liberdade dos prisioneiros políticos argentinos.

Em dezembro de 1983, com o fim da ditadura militar na Argentina, Cortázar viajou para Buenos Aires para visitar sua mãe, Maria Hermínia Descottes. Ele estava doente e sabia que estava em seus últimos dias de vida. Falava-se em leucemia na época, mas, em 2014, a jornalista Cristina Peri Rossi, amiga do escritor, disse que ele morreu de aids, após ser infectado numa transfusão de sangue, numa época em que doença ainda não tinha nome.



LIVROS

Três livros nas livrarias brasileiras ajudam o leitor a percorrer o universo de Julio Cortázar. Um deles é A Fascinação das Palavras - Conversas com Julio Cortázar, "um livro muito doido", nas palavras do autor, que foi escrito a quatro mãos ao longo de dois anos com o amigo de mais de uma década Omar Prego Gadea.

O outro é Aulas de Literatura: Berkeley, 1980, que compila as palestras proferidas na universidade americana. Os dois títulos foram lançados pela Civilização Brasileira, do Grupo Record, que detinha o direito de publicação da obra de Cortázar no Brasil até o ano passado, quando o autor passou a integrar o catálogo da Companhia das Letras.

A nova editora promete para maio uma outra edição de O Jogo da Amarelinha e também prevê um volume com todos os contos de Cortázar. Enquanto a editora não lança as novas edições, o leitor ainda encontra os volumes da Civilização Brasileira.

O terceiro, publicado pela Dsop, é Julio Cortázar - Notas Para Uma Biografia, de Mario Goloboff, que apresenta o escritor como um verdadeiro pesquisador: de novas formas, de novas aventuras, de novas possibilidades para a literatura. (Com informações da Associated Press).


Palavras-chave




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

JC 100 anos JC 100 anos
Para marcar os 100 anos de fundação, o JC publica este especial com um panorama do que se passou neste período em que o jornal retratou o mundo, com projeções de especialistas sobre o que vem por aí e com os bastidores da Redação do Jornal do Commercio
Sozinha nasce uma mãe Sozinha nasce uma mãe
Uma palavra se repete na vida dela: sozinha. Porque estava sozinha na gravidez. Sozinha na hora do parto. Sozinha nas primeiras noites de choro. Sozinha nos primeiros passos. Sozinha no registro civil. O JC conta histórias de luta das mães sozinhas
Segunda chance - Caminhos para ressocializar Segunda chance - Caminhos para ressocializar
Eles saem das prisões, mas as prisões não saem deles. Perseguem-nos até o final de suas vidas. Como uma condenação perpétua. Pena. Eles lamentam. Mas precisam seguir. E neste difícil caminho da ressocialização, o trabalho é uma espécie de absolvição.

    SIGA-NOS

    LICENCIAMENTO

  • Para solicitação de licenciamento, contactar editores@ne10.com.br

Jornal do Commercio 2019 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE |

PRIVACIDADE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM