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Ivinho, guitarrista da Ave Sangria, é enterrado no Recife

Músico morreu na madrugada do último dia 13, vítima de cirrose. Enterro foi realizado no Cemitério de Casa Amarela

Publicado em 14/06/2015, às 13h19

Familiares, fãs e amigos se despedem de Ivinho / Foto: Tato Rocha/ JC Imagem
Familiares, fãs e amigos se despedem de Ivinho
Foto: Tato Rocha/ JC Imagem
Do JC Online

O guitarrista Ivson Wanderley Pessoa, o Ivinho, foi enterrado na manhã deste domingo (14) no Cemitério de Casa Amarela, Zona Norte do Recife. Ele faleceu na madrugada do último sábado (13), vítima de complicações decorrentes de uma cirrose. Emocionados, familiares, amigos e fãs compareceram ao local para se despedir daquele que é um dos músicos pernambucanos mais respeitados dentro e fora do País, famoso por suas vigorosas apresentações junto à banda Ave Sangria e pela já histórica performance no festival de jazz de Montreux, no ano de 1978.

Amigo de Ivinho desde a infância, Almir de Oliveira, baixista da Ave Sangria, ressalta a importância do músico para a música brasileira. “Ivinho deixou uma contribuição importantíssima para a nossa música. A obra dele é inédita, autêntica, verdadeira. Ele desenvolveu demais seu talento desde que começamos a tocar juntos, em 69, tudo às custas de esforço, trabalho e competência. É um exemplo”, comentou.

Mesmo sabendo da importância de Ivinho para a cultura do País, Almir receia que o trabalho que ele produziu acabe sendo esquecido. “Temos muita coisa dele que ainda não foi divulgada e eu acho fundamental que esse material chegue até o público. Não podemos permitir que isso se perca”, afirmou o músico, lembrando que o amigo será homenageado no próximo show da Ave Sangria, que ocorrerá no próximo dia 21, na Virada Paulista, em São Paulo.



Sinay Pessoa, irmão de Ivinho que dividiu com ele o LP independente Caçador de frutas, de 1988, lembra com saudade da irreverência do guitarrista. “Meu irmão foi um batalhador, um guerreiro e, sobretudo, um irreverente com o instrumento dele. Ele era uma pessoa solitária, mas nos víamos sempre e foi muito doloroso vê-lo morrer aos poucos”, disse.

Ivinho deixou duas filhas, Tayanan Holanda e Araçá Rebeca. Como os pais se separaram quando ainda era criança, Tayanan conviveu pouco com o pai, mas afirma que as poucas lembranças que tem ao lado dele são todas muito boas. “Ele era uma pessoa, um músico extraordinário. Infelizmente não éramos próximos, mas tudo o que vivi foi positivo. O amor pela música que ele me passou e que não pude desenvolver, pretendo transmitir para o meu filho”.





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