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Nina Simone, Bon Jovi e Dire Straits no Hall da Fama do Rock

A escolha de Nina Simone é parte de uma mudança paulatina iniciada há alguns anos pelo Hall da Fama, que quer se abrir a outros estilos musicais além do rock.

Publicado em 13/12/2017, às 14h38

A lendária cantora e compositora Nina Simone em show de 1969 / Foto: AFP
A lendária cantora e compositora Nina Simone em show de 1969
Foto: AFP
AFP

A lendária Nina Simone, o grupo americano Bon Jovi e o britânico Dire Straits fazem parte dos escolhidos para entrar no Hall da Fama do Rock and Roll, anunciou a instituição nesta quarta-feira (13).

A escolha de novos nomes para a seleta lista de 2018 é novamente muito eclética, juntando a canção de jazz de Nina Simone com o new wave do The Cars, o gospel de Rosetta Tharpe e o rock inglês do Moody Blues.

Os seis novos integrantes do templo do rock e da música popular foram eleitos em uma votação que contou com a participação de cerca de 1.000 profissionais e historiadores da música.

O público em geral também teve a oportunidade de votar e permitir que cinco artistas ou grupos aparecessem em um boletim separado que se juntou ao dos especialistas.

Bon Jovi

A banda de glam metal Bon Jovi, que depois de 34 anos continua ativa, foi a mais votada pelos fãs.

Conhecida por suas espetaculares turnês e por ter em seu repertório vários hinos pop rock como "Wanted Dead or Alive", "You Give Love a Bad Name" e "Livin' on a Prayer", Bon Jovi vendeu mais de 120 milhões de discos, segundo o site do Hall da Fama do Rock and Roll. 



Entre os mais de 2.600 shows da banda, dois dos mais famosos foram, sem dúvidas, os feitos em agosto de 1989 em Moscou como parte do primeiro grande festival de música ocidental na União Soviética.

Nina Simone

Outra figura que aparece na lista é a cantora Nina Simone (1933-2003), artista inclassificável cujo timbre grave marcou profundamente a música moderna não só dos Estados Unidos como de todo o mundo.

Pianista talentosa e cantora por acidente, Eunice Kathleen Waymon - seu nome de batismo - também foi compositora e escreveu várias músicas muito políticas, nas quais denunciou o racismo nos Estados Unidos. 

A escolha desta cantora com influência do jazz, da música clássica, do soul e gospel é parte de uma mudança paulatina iniciada há alguns anos pelo Hall da Fama, localizado em Cleveland, Ohio (nordeste), que quer se abrir a outros estilos musicais além do rock.

Nesta abertura também encaixa a escolha de Rosetta Tharpe, cuja mistura explosiva de gospel e blues influenciou fortemente o rock, a ponto de às vezes ser considerada a madrinha do gênero. 

A lista de indicados deste ano contava, entre outros, com Radiohead, Rage Against the Machine, Kate Bush e LL Cool J.

A cerimônia para introduzir esses grandes nomes da música acontecerá em 14 de abril no Public Auditorium de Cleveland.


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