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carnaval 2018

Gravatá Jazz Festival foi da África ao Mississipi na segunda noite

O Blues Etílico, veteranos do blues nacional, fez show memorável

Publicado em 12/02/2018, às 00h00

Blues Etílico incendiando o Gravatá Jazz Festival / foto: Allan Torres/Divulgação Prefeitura de Gravatá
Blues Etílico incendiando o Gravatá Jazz Festival
foto: Allan Torres/Divulgação Prefeitura de Gravatá
JOSÉ TELES

JOSÉ TELES

teles@gmail.com

O Gravatá Jazz Festival teve neste domingo uma segunda noite que abriu com mais público, e mais e melhores blues do grupo Blues Explosion, formado há três meses pelo gaitista carioca Jefferson Goncalves, e pelo guitarrista mineiro Gustavo Andrade. Integram ainda a banda o  baterista André Carvalho,  e o baixista Paulo Mesquita. O Blue Explosion é  do blues ,  mas, sabe mexer com a plateia enxertando  por exemplo,  trechos do Bolero de  Ravel  no meio de um blues , ou citando Baião, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira em outro. Porém o BE incursiona também pela MPB, com uma versão  blueseira  de  Bananeira de João Donato .



SENEGAL

O rock e o blues fazendo o caminho de volta à África, depois reprocessado pelos músicos  cujos ancestrais foram a matriz destes gêneros. O senegalês Mamour Ba,acompanhado do filho Cheikh, na bateria, e da filha Deynaba, no piano, sabe como dominar uma plateia.
Ele fez o fazer corinho, e aplaudir com entusiasmo,  canções que nunca escutaram, cantada em cinco dialetos diferentes. Mamour vive em São Paulo. Veio fazer pesquisas sobre manifestações culturais trazidas pelos africanos para o Brasil e acabou fixando-se no país. 
O trio fez um show que encantou o público, e sabe roteirizar bem uma apresentação. Perto do final, ele jogou para a torcida, dando uma lição de percussão, ou melhor, de como no Senegal se ensina percussão. Ele fazia sons percussivos com a boca, enquanto o filhos os repetia na bateria. Cheikh, aliás, é um grande baterista. 
BLUES
As duas primeiras atrações esquentaram a plateia para a Blues Etílicos, lenda do blues brasileiro. Ao vivo o grupo é  muito mais pesado e tem uma pegada de tirar o fôlego  misty mountain um dos melhores momentos do show. 
O grupo tem estrada e repertório para segurar uma noite ibteira de shows  pode ir da balada Misty mountain ou o blogue  Puro malte, ou Nasci em 1963, do 8n8cio da carreira da banda .Fecharam a noite com  Espelho  cristalino em versão blues.
No bis Jefferson Gonçalves fazendo ao nome. Caipirinha foi a saideira.





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