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Disco

Coletivo de intérpretes chama atenção para o frevo

Gerações diferentes num disco de músicas autorais

Publicado em 12/02/2019, às 11h51

Coletivo Carnaval, todos pelo frevo / Foto: Divulgação
Coletivo Carnaval, todos pelo frevo
Foto: Divulgação
JOSÉ TELES

“O projeto Coletivo Carnaval é a união dos artistas Pernambucanos que levam a música do Carnaval em sua trajetória, lembrando a época em que a Rozenblit, e projetos como o Asas da América, de Carlos Fernando, faziam esse papel de lançar LPs mostrando a cultura Pernambucana com os artistas do ciclo do Carnaval. A ideia é que no próximo ano a gente tenha o volume 2 e assim por diante”, explicação de Dudu Alves, do Quinteto Violado, sobre o CD Coletivo Carnaval, que será lançado hoje, a partir das 19h, na Passa Disco (Rua da Hora, 345, Espinheiro), um já tradicional espaço para a música local.

O álbum é uma coletânea, com 13 faixas, de que participa uma turma de “operários” do Carnaval que fornecem ao folião a dose necessária de frevo, e evita que o “multicultural” do Carnaval do Recife, seja só de sambas cariocas, de rock paulista ou suingue do Pará. Alguns estão nesta empreitada há mais de 40 anos, casos da Banda de Pau e Corda, Quinteto Violado e Som da Terra, todas nascidas nos anos 70. A Banda de Pau Corda, por exemplo, foi pioneira em tocar na rua no Carnaval. Em 1976, comandava a folia, de sábado à terça-feira, em Boa Viagem, em frente ao Edifício Acaiaca, o primeiro polo alternativo do Carnaval da cidade. Estão também no disco: Almir Rouche, André Rio, Coral Edgard Moraes, Ed Carlos, Gustavo Travassos, Karynna Spinelli, Luciano Magno, Nena Queiroga, Salatiel D’Camarão, Spok (com Ylana Queiroga), com direção artística de Rominho (Som da Terra), e Sérgio Andrade (Banda de Pau e Corda).



O projeto surgiu para jogar os holofotes sobre os músicos que trabalham o frevo o ano inteiro e ficam ofuscados com a enxurrada de artista de fora que invade a capital nos diversos polos de animação. “A ideia de fazer o CD Coletivo Carnaval surgiu da necessidade de divulgar o nosso trabalho musical para o nosso próprio Estado. Hoje o Carnaval tem sido ampliado com vários ritmos brasileiros, onde o frevo e outros ritmos deste ciclo têm perdido espaço nas grades de programação do Estado. Decidimos nos juntarmos para compor uma caravana de artistas. Iremos a Arcoverde, Caruaru e Bezerros, além do Recife e de Olinda, onde mostraremos que Carnaval de Pernambuco é massa com música Pernambucana”, explica Dudu Alves.

REPERTÓRIO

São 13 faixas com as mais diversas facetas do ritmo mais popular do Carnaval pernambucano, desde o frevo agalopado É um bicho Comendo Outro (Marcos Antônio – Negão Abençoado), com Almir Rouche, o frevo-canção tradicional Pernambuco (Andre Rio), com o autor, ou o frevo de trio Esquentadinho, com Luciano Magno (dele e Moraes Moreira) e o frevo/loa/galope à beira-mar Raízes (Spok/Ylana Queiroga), com Spok e Ylana. Aliás nem tudo é frevo, Karynna Spinelli vai de samba, naturalmente, Todas as Águas (de sua autoria). Os músicos que participam do Coletivo estarão no palco do Marco Zero durante o Carnaval: “ Um artista convida outros. No sábado, André Rio recebe o Quinteto Violado, Banda de Pau e Corda e Som da Terra. Assim serão os outros dias, sempre misturando num show só os artistas do Coletivo. Uma iniciativa do grupo em parceria com a prefeitura”.





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