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Titãs celebrando os bons tempos dos Acústicos MTV

Grupo num repertório que é um apanhado da carreira

Publicado em 10/10/2019, às 11h40

Titãs, cantam desplugados / Foto: Silma Ciuffa/Divulgação
Titãs, cantam desplugados
Foto: Silma Ciuffa/Divulgação
JOSÉ TELES

Nos anos 90, era essencial para qualquer artista solo, ou banda, ter um Acústico MTV ilustrando sua discografia. O dos Titãs aconteceu em março de 1997, gravado no Teatro João Caetano, com várias participações especiais – do ex-colega de grupo Arnaldo Antunes, de Marisa Monte, do argentino Fito Paez e do jamaicano Jimmy Cliff. Embora tenha dividido a crítica, foi o mais bem sucedido do projeto da MTV, com dois milhões de cópias vendidas. O grupo, resumido a um trio, Tony Bellotto, Branco Mell e Sérgio Britto, resolveu celebra as duas décadas do Acústico MTV (na realidade 22 anos), com uma turnê igualmente desplugada, porém com roupagem mais simples.

O show Titã Trio Acústico, iniciado em fevereiro de 2019, aporta neste sexta-feira no Teatro Guararapes (com as participações especiais de Beto Lee e Mário Fabre). Quem comentou sobre esta turnê, sobre o álbum de 1997 e sobre o grupo em geral foi Tony Bellotto: “A gente relembra aquele disco, aquele sucesso que foi o Acústico MTV em 1997, com arranjos que remetem àquela época, porém, ao mesmo tempo, bem diferentes. Naquele ano a gente se apresentou com orquestra. Neste show começamos com violão, baixo e piano. Depois cantamos sozinho, cada um duas músicas, no final volta a formação completa. No repertório tem músicas do MTV e mais coisas que vieram depois, feito Epitáfio, Enquanto Vier o Sol e música da nossa ópera rock, que a gente lançou o ano passado. Mas o que considero o principal diferencial deste show, de outros acústicos que tem por aí, é que a gente conversa muito com a plateia. É bem diferente, mas ao mesmo tempo é uma comemoração daquele acústico”

A conversa é sobre as canções, sobre histórias relacionadas a elas. Uma que não pode faltar, sobretudo por ter o Recife como palco, é de Miséria, do disco Õ Blésq Blom, aberto e fechado com uma vinheta dos cantadores de rua, de Jaboatão, Mauro e Quitéria. O casal cantava na praia, passando o chapéu. Tornou-se nome nacional, ao gravar com os Titãs e dar título ao sexto disco do grupo. A banda veio ao Recife para uma apresentação e estava na praia em frente ao hotel quando viram Mauro e Quitéria: “Começamos a ouvir aquele cantador, e paramos. Me lembro que Paulo Miklos correu para o hotel e apanhou um gravador. No disco Õ Blésq Blom incluímos os dois em Miséria. Depois, levamos eles conosco para alguns show. Acho que tinham a ver com esta riqueza da música brasileira, que brota criatividade. Mauro tinha uma pegada de rock and roll, que é uma dessas coisas geniais que vêm de Pernambuco”, comenta Bellotto.



ÓPERA

O que foi um filão precioso para as gravadoras até início do século 21 acabou banalizado quando todo mundo passou a lançar discos e a fazer shows desplugados, até porque era um formato econômico. Até que se parou de fazê-los. O último acústico MTV, por coincidência, foi feito com o ex-Titã Arnaldo Antunes. No mês passado, a MTV retomou o projeto com o cantor gaúcho Tiago Iorc. Os Titãs voltaram ao acústico depois de um projeto ousado, uma ópera rock: “Acho que no mercado está todo mundo com medo de apostar em novidade. No nosso caso, como disse, voltamos ao acústico, não porque foi nosso disco que mais vendeu, um marco na nossa carreira. Mas porque a gente desconstrói um pouco do show comum, as pessoas acabam consumindo de uma forma mais completa, diferente. Nesta coisa de apostar no que já fez sucesso, as pessoas arriscam muito pouco. Gravamos a primeira ópera rock feita por uma banda. A gente segue se equilibrando com as coisas do passado, e as coisa que a gente inventa”.

É questionável que Doze Flores Amarelas, lançada em 2018, seja a primeira ópera rock brasileira. Se alguém tem esta primazia é o goiano Odair José que arriscou a carreira, em meados dos anos 70, com o álbum O Filho de José e Maria, uma ópera rock, mal recebida pelos executivos da Phillips e pelo público, que o alijou das paradas de sucesso, e da gravadora. Lançada em contexto diferente, Doze Flores Amarelas não chega a ser um risco, até porque teve poucas apresentações, e divulgação limitada: “Não é só a indústria, a imprensa também está um pouco anestesiada, mas isso não é um problema para nós. Estamos esperando levantar dinheiro, para montar esta ópera pelo Brasil, acho que as pessoas vão se ligar mais”, comenta Bellotto.

Show Titãs Trio Acústico, amanhã, 21h30, no Teatro Guararapes (no Centro de Convenções), ingressos: plateia VIP: R$ 184 e R$ 92. Plateia VIP Lateral: R$ 164 e R$ 82 . Plateia Central: R$ 154 e R$ 77. Plateia lateral: R$ 144 e R$ 72. Balcão: $ 104 e R$ 52. Sócios do JC Clube têm 50% de desconto na compra de até dois ingressos . Fone: 3182.8020




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