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Simone canta Ivan Lins no Teatro Guararapes

Ela incluiu no repertório 12 canções que nunca gravou

Publicado em 14/11/2019, às 12h52

Simone, na obra de Ivan Lins / Foto: Léo Aversa/Divulgação
Simone, na obra de Ivan Lins
Foto: Léo Aversa/Divulgação
JOSÉ TELES

Há 40 anos, Simone começaria a ser a grande intérprete de Ivan Lins. Ele já está presente no seu LP de estreia, Simone (1973), mas é a partir de 1979, no álbum Pedaços, que ela passa a gravar Ivan Lins (na época com o parceiro Vitor Martins) com frequência. Hoje, ela chega ao Teatro Guararapes com o show Simone Canta Ivan Lins, e muito bem acompanhada por um grupo formado por Marco Brito (teclados/violão/vocais), Lui Coimbra (violoncelo/violões/vocais), Bruno Migliari (baixos/vocais), Christiano Galvão (bateria) e Thiago da Serrinha (percussão/cavaquinho/bandolim).

Em 2018, ela passou pelo mesmo palco também em ótima companhia, o próprio Ivan Lins, na primeira turnê dos dois juntos. Agora, Simone, que já gravou Carioca da Gema, um álbum inteiro com músicas do compositor, traz um repertório com muitas canções de Ivan que nem gravou, nem havia cantado em público. “O show não é baseado nesse álbum (Carioca da Gema) e, sim, na obra do Ivan Lins e seus parceiros. As músicas foram sugeridas pela Zélia Duncan, e fizemos poucas alterações. O repertório do Ivan é imenso e grandioso, foi difícil escolher. Vejo que ficou um show atual, delicioso, lindo. Neste show, canto 12 músicas que não gravei”, comenta Simone.

Pedaços é o sétimo disco de Simone, até então elogiada pela crítica, mas com público reduzido. Começar de Novo (Ivan Lins/Vitor Martins) foi tema da série Malu Mulher, protagonizada por Regina Duarte. Impulsionada pela grande audiência do programa, a música decolou, tornou-se uma das mais tocadas do país naquele ano, dando a Simone seu primeiro grande sucesso nacional. A canção é uma das suas prediletas na obra de Ivan Lins, revela a cantora. No álbum Simone, de 1980, ela gravou mais duas composições da dupla Ivan Lins/Vitor Martins, e emplacou mais outro sucesso nacional com Novo Tempo.

Era época em que canções apontavam para a luz no fim do túnel, cada vez mais nítida. A ditadura militar esgarçava-se, teria mais cinco anos de poder. Foi um ano de canções engajadas, até porque a censura prévia acabaria em 1979. A banida Caminhando (Pra Não Dizer Que Não Falei de Flores), de Geraldo Vandré, finalmente liberada, foi o destaque do álbum que Simone gravou ao vivo no Canecão, um dos mais vendidos do ano. Ela lançou um compacto, com duas versões da guarânia de Vandré.



De repente, canções que pareciam ter cumprido seu papel voltam a fazer sentido nos dias de hoje: “Novo Tempo, Desesperar Jamais, entre outras, sim, são canções lindas, pertinentes para nossos dias, seja no Brasil ou no mundo. Essas canções participativas, engajadas, fazem parte do meu repertório, da minha história”, afirma Simone.

Com direção geral de Zelia Duncan, direção musical de Delia Fischer, o show tem cenários e figurinos de Simone Mina. No repertório, ente outras: Começar de Novo, Antes Que Seja Tarde, Desesperar Jamais, Atrevida, Bilhete, Daquilo Que Eu Sei e Tens (Calmaria)”. NATAL Em 1995, Simone gravou um disco ousado, intitulado 25 de Dezembro, com repertório inteiro de canções natalinas. Um tipo de álbum comum nos EUA ou Europa, com versões feitas por superstars como Bob Dylan, The Beatles e Elvis Presley. No Brasil se chegou a fazer isso nos anos 60, mas nunca pegou, a não ser uma ou outra canção.

NATAL

25 de Dezembro surpreendeu à cantora e à gravadora, tornando-se o mais bem sucedido disco natalino já realizado no Brasil. E fez de Então é Natal, versão de Happy Christmas (The War is Over), de John e Yoko, a música natalina mais tocada no país desde 1995. O Natal está chegando e, logo, Então É Natal será a música mais escutada no Brasil: “Amei fazer este projeto, nasci no dia do Natal, isso explica? Nunca imaginei o tamanho do sucesso e as proporções que ele tomou. As canções de Natal são para quem está no espírito do Natal, de magia, de inocência e é sempre bom receber os elogios deste trabalho, principalmente de crianças, pessoas natalinas, e outras de muita pureza”.
Simone Canta Ivan Lins – Hoje, 21h, no Teatro Guararapes. Ingressos: entre R$ 160 e R$ 200 (sócios do JC Clube têm 50% de desconto na compra de até dois ingressos, na bilheteria do teatro)




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