Jornal do Commercio
ENTREVISTA

Dos poetas, loucos e de coração partido

O músico e ator Johnny Hooker fala com exclusividade sobre sua ótima fase artística

Publicado em 05/01/2014, às 05h53

Mateus Araújo
Especial para o JC

Dono de uma verve performática, Johnny Hooker, de 26 anos, fez de 2013 um dos anos de maior visibilidade de sua carreira. Estourou com o brega sensual Volta, fez ponta no premiadíssimo longa-metragem Tatuagem e se lançou diretor com o curta Classic (em fase de pós-produção). Em entrevista ao JC, o cantor e ator fala dos planos para 2014, quando vai passar a integrar o elenco da nova novela das 19h, Geração Brasil (TV Globo) e (talvez) lançar seu novo disco, Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito!.

JORNAL DO COMMERCIO – Em 2013, você fez parte do elenco de Tatuagem, além de ter uma música (Volta) na trilha sonora do filme, uma das mais elogiadas canções pernambucanas do ano que passou. O que essas experiências acrescentaram na sua carreira?
JOHNNY HOOKER – Tatuagem foi um dos maiores presentes que já recebi na vida. Só vi o filme pronto no cinema, na estreia no (festival) Janela Internacional (de Cinema) deste ano. Não poderia ter ficado mais emocionado. Está tudo ali, o amor, a liberdade e essa fé no futuro que traduzem tão perfeitamente o que é a essência desse homem incrível que é Hilton Lacerda. Já recebi prêmios aqui no Brasil e fora, já tive críticas que elogiaram meu trabalho, já li e ouvi depoimentos emocionados de fãs, mas considero que o maior elogio da minha carreira foi Hilton tão sabiamente ter me puxado para dentro do filme dele, do primeiro longa de ficção dele. É muita honra para uma pessoa só. Além disso, ter tido a oportunidade de lançar a música atrelada ao contexto de lançamento do filme, e com um clipe que contou com a participação de um dos maiores atores brasileiros (e uma das melhores pessoas para se trabalhar), como Irandhir Santos, dentro de uma das campanhas mais lúdicas e bonitas que já vi. Foi simplesmente incrível.

JC – Foi o ano de maior visibilidade da sua carreira até então?
JOHNNY – Dois mil e treze, de certa forma, se destacou por conta de vários fatores. Comecei o ano sendo selecionado, entre mais de 9 mil candidatos, pela lenda do teatro paulistano Felipe Hirsh, para fazer parte do elenco da série A menina sem qualidades, da MTV. A experiência de conviver com esses atores incríveis de todas as partes do País e do mundo... Por motivos de edição, quase todas as minhas falas na série acabaram sendo cortadas, coisas de montagem que acontecem em favor da história. No final, acabou restando um sentimento muito bom. O lançamento de Tatuagem, em agosto, no Festival de Gramado, a premiação também como Melhor Trilha Sonora do maravilhoso DJ Dolores e, posteriormente, o lançamento do filme nos cinemas com toda essa repercussão linda que ele tem tido só vieram para coroar esse ano. O clipe de Volta foi premiado recentemente no 15º Festcine, na categoria videoclipe (é muito importante que existam festivais que agraciem essa categoria), e, vale salientar, já chegou na casa das 40 mil visualizações no YouTube. Nenhum vídeo de nenhum outro artista autoral pernambucano atingiu essa marca esse ano.



JC – Como surgiu a oportunidade de entrar para o elenco de uma novela global?
JOHNNY –
Eu estava no meio das filmagens do meu primeiro filme como diretor e roteirista, o (curta) Classic, quando recebi uma ligação de DJ Dolores dizendo que a equipe da Globo estava no Recife em busca de locações para a próxima novela das 19h. Acontece que eles também procuravam atores e Dolores me indicou. Acho que mostrou o clipe de Volta para eles, e eles gostaram. Fui ao encontro e conheci a equipe, depois fui ao Projac (no Rio de Janeiro) fazer o teste. Em uma semana recebi um e-mail dizendo que estava no elenco.

JC – Aonde você foi buscar a inspiração para compor Volta? Essa relação “pólvora e poesia” de que a música fala tem base em alguma situação real?
JOHNNY –
Volta é uma colagem de histórias minhas e que eu vi acontecendo com pessoas próximas. O desejo pode nos transformar em verdadeiros ditadores, em monstros, e no processo acabamos nos queimando tanto quanto os outros. Entendo e amo a identificação que as pessoas têm com essa música, mas espero que elas não a tomem nunca como verdade. Às vezes, a única coisa que a gente precisa é deixar as pessoas irem, de vez, e de preferência pra bem longe de nós. Conselho para 2014.

Leia entrevista na íntegra na edição deste domingo do Caderno C, no Jornal do Commecio.


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