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REEDIFICANDO

Odebrecht realizará obra no aeroporto de Miami

Em 2017 o grupo Odebrecht teve um prejuízo estimado em R$ 3,5 bi

Publicado em 10/08/2018, às 09h25

Além de Miami, a odebrecht aguarda o resultado de uma concorrência para a construção da hidrelétrica na Tanzânia, África / Foto: Nelson Almeida/AFP
Além de Miami, a odebrecht aguarda o resultado de uma concorrência para a construção da hidrelétrica na Tanzânia, África
Foto: Nelson Almeida/AFP
Estadão Conteúdo

Em meio aos esforços para recompor sua carteira de obras e voltar à normalidade de suas operações, a Odebrecht Engenharia e Construções (OEC) fechou contrato de US$ 46 milhões (cerca de R$ 175 milhões) com o Aeroporto Internacional de Miami para a modernização do sistema de bagagens. Trata-se de mais um passo da companhia na tentativa de recuperar seu volume de obras, que teve forte queda nos últimos anos.

Com o envolvimento do Grupo na Lava Jato, a carteira de projetos da construtora despencou de cerca de R$ 30 bilhões, em 2015, para US$ 12 bilhões no ano passado, segundo Fábio Januário, presidente da OEC. As receitas caíram de US$ 5,6 bilhões, em 2016, para R$ 3,5 bilhões, no ano passado.

Januário chama a atenção, no entanto, ao fato de que não só as investigações da Lava Jato, mas também a queda no preço do petróleo pesaram desfavoravelmente em sua carteira de obras. "A curva histórica de produção da construtora e dos preços do petróleo são similares, porque atuamos em economias dependentes da commodity", disse.



Mais obras

Além de Miami, a OEC aguarda o resultado de uma concorrência para a construção da hidrelétrica na Tanzânia, África. A investida para conquistar a obra no país africano está, de acordo com Januário, alinhada à intenção futura da construtora de buscar novos mercados, incluído no plano estratégico para os próximos três anos.

O plano prevê também que a OEC reponha em US$ 18 bilhões sua carteira de obras em três anos, sendo 30% em obras no Brasil. "Nossa meta é ganhar uma de cada quatro propostas que apresentarmos em todos os países que já atuamos", disse Januário, em entrevista ao Estadão/Broadcast.

Segundo ele, foram mapeadas oportunidades em 17 países e o resultado mostra um potencial de mercado de US$ 490 bilhões em três anos. "Eliminando o que não tínhamos interesse ou nos que já há envolvimento de grupos privados locais, chegamos a um mercado potencial de US$ 70 bilhões."


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