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Crise

Economia argentina voltará a crescer em 2019, diz ministro

O ministro da Produção Dante Sica está em Brasília, onde participou de reuniões com autoridades e empresários brasileiros

Publicado em 10/10/2018, às 18h31

Segundo o ministro, a crise cambial na Argentina deve-se tanto a turbulências na economia internacional / Foto: Fotos digitales/Direitos reservados/Agência Brasil
Segundo o ministro, a crise cambial na Argentina deve-se tanto a turbulências na economia internacional
Foto: Fotos digitales/Direitos reservados/Agência Brasil
ABr

A economia da Argentina deve voltar a crescer no primeiro ou no segundo trimestre do próximo ano, disse nesta quarta-feira (10) o ministro da Produção do país vizinho, Dante Sica. Ele está em Brasília, onde participou de reuniões com autoridades e empresários brasileiros. Segundo o ministro, a crise cambial na Argentina deve-se tanto a turbulências na economia internacional como a problemas herdados do governo anterior. “A Argentina está atravessando uma crise cambial, produto de fatores externos, como guerra comercial entre China e Estados Unidos, além dos problemas na Turquia, e também temas internos, como corrupção do governo anterior”, afirmou Sica, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Em relação às eleições no Brasil, o ministro disse que o governo argentino acompanha, com atenção, os desdobramentos do processo eleitoral. Segundo ele, a ausência de violência no último domingo mostra que a votação foi bem-sucedida. Ele disse que o país vizinho está esperando uma definição em torno da equipe econômica dos candidatos para conhecer as propostas sobre o tema, mas descartou maiores preocupações.

“Queremos escutá-los e saber para onde pode ir a futura política econômica. Não estamos preocupados. Seguimos com atenção. Quando o Brasil vai bem, a Argentina vai bem.” De acordo com o ministro, um ponto de crescimento no Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) no Brasil significa 0,25 ponto percentual no crescimento do PIB argentino, o terceiro maior parceiro comercial do país, depois de China e Estados Unidos.



Também presente no encontro, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, disse que os dois ministros discutiram a harmonização da regulação do comércio automotivo entre Brasil e Argentina e abordaram a facilitação do comércio bilateral de outros produtos. Os dois também abordaram a redução de diferenças entre os sistemas de registro de operações de comércio exterior, de modo a aumentar a convergência entre eles.

PIB

Segundo Marcos Jorge, uma queda de um ponto percentual no PIB argentino significa a redução de 4,4% das exportações brasileiras para o país vizinho. Parte desse impacto, no entanto, é absorvida porque algumas mercadorias conseguem ser redirecionadas para outros países.

De acordo com as estatísticas do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a desvalorização do peso argentino encolheu o superávit comercial do Brasil com a Argentina. De janeiro a setembro deste ano, o Brasil exportou US$ 4,087 bilhões a mais do que importou do país vizinho, contra saldo positivo de US$ 5,883 bilhões no mesmo período do ano passado.



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