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ÍNDICE DE PREÇOS

Conta de luz mais barata derruba gastos com Habitação e grupo cai 0,15% no IPCA

O movimento é resultado da redução no valor da bandeira tarifária vermelha, que passou de R$ 4,50 para R$ 3,00

Publicado em 09/03/2016, às 12h03

O resultado do grupo só não foi mais baixo porque a taxa de água e esgoto aumentou / Foto: USP Imagens
O resultado do grupo só não foi mais baixo porque a taxa de água e esgoto aumentou
Foto: USP Imagens
Do Estadão Conteúdo

Após meses de alta, a conta de luz ficou, enfim, mais barata para o consumidor em fevereiro. A tarifa de energia elétrica recuou 2,16%, item que deu a principal contribuição negativa para a inflação do mês, o equivalente a -0,09 ponto porcentual para a taxa de 0,90% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (9).

 

O movimento é resultado da redução no valor da bandeira tarifária vermelha, que passou de R$ 4,50 para R$ 3,00 por cada 100 kilowatts-hora consumidos, a partir de 1º de fevereiro, explicou o IBGE. O Sistema das Bandeiras Tarifárias, modelo de cobrança do gasto com usinas térmicas, está em vigor desde o dia 1º de janeiro de 2015, quando o valor da bandeira vermelha foi acrescido às tarifas de energia elétrica.

A conta de luz mais baixa acabou levando o grupo Habitação para uma deflação de 0,15% em fevereiro, ante alta de 0,81% em janeiro. O grupo contribui com -0,02 ponto porcentual para o IPCA do mês.

O resultado do grupo só não foi mais baixo porque a taxa de água e esgoto aumentou 1,72%, como reflexo de reajustes registrados em Belém, Porto Alegre, Campo Grande e Brasília. Na região metropolitana de São Paulo houve aumento de 4,75% por conta da adaptação dos cálculos à forma de escalonamento da faixa de bonificação concedido às tarifas e à incorporação da tarifa de contingência.



Ônibus

As tarifas de ônibus urbanos aumentaram 2,61% em fevereiro, puxando a alta de 0,62% no grupo Transportes no mês no IPCA. As passagens ficaram mais caras em Curitiba, Recife, Goiânia, Vitória, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador.

Os ônibus intermunicipais também aumentaram, 2,17%, sob influência de reajustes em Curitiba, Vitória, Belém, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte. Houve aumento ainda na tarifa de táxi (1,04%) e trem (3,83%) em fevereiro.

Os preços do etanol subiram 4,22% no último mês, enquanto a gasolina aumentou 0,55%. 

"A cana-de-açúcar foi prejudicada pelas chuvas, e essa produção de etanol é dividida (com o açúcar) conforme a oportunidade de negócios", explicou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE. 

Na direção oposta, as passagens aéreas ficaram 15,83% mais baratas em fevereiro, por conta da demanda fraca. "A gente tem visto no noticiário as empresas aéreas tentando negociar de alguma forma com o governo, colocando a questão de uma grande redução no consumo", lembrou.




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