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FORÇA MILITAR

'Vai correr sangue', diz líder dos caminhoneiros sobre ação militar

Presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) vê posicionamento do governo Temer como 'aberração'

Publicado em 25/05/2018, às 16h01

Fonseca rejeita a afirmação de Temer que apenas uma
Fonseca rejeita a afirmação de Temer que apenas uma "minoria radical" segue na estradas
Foto: Divulgação/PRF
JC Online
Com informações do Estadão Conteúdo

"Ninguém vai conseguir tirar o caminhoneiro. Vai correr sangue nisso aí". Foi assim que o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, se posicionou classificando como 'tardio' o pronunciamento do presidente Michel Temer para tentar solucionar a crise de abastecimento gerada pela paralisação dos motoristas. Para o líder da entidade que não concordou com o acordo firmado na quinta-feira (24), o uso da força citado por Temer vai tornar ainda mais difícil o fim da paralisação.

"O uso da força vai tornar ainda mais difícil acabar com a mobilização porque essa estratégia vai gerar resistência", disse o presidente da entidade ao Broadcast. Para Fonseca, se forças de segurança tentarem retirar caminhoneiros a força, "haverá gente presa, machucada e muita confusão". "Essa foi uma reação tardia e acontece cinco dias após o início do movimento. A situação não precisaria do uso da força para ser resolvida", disse.



Fonseca rejeita a afirmação de Temer que apenas uma "minoria radical" segue na estradas. "O número de manifestantes mostra que não somos minoria. Ao contrário, somos a maioria do movimento e que não está de satisfeito com o acordo feito ontem", disse o dirigente. Ele ainda definiu o posicionamento do governo como 'uma aberração'.

"Se apanharmos, será por causa justa"

Considerado um dos porta-vozes informais entre os caminhoneiros, Rodrigo Teixeira também se declarou contra a decisão do governo e frisou que não abrirá mão do seu espaço. "Estamos decididos a ficar. Se apanharmos, será por causa justa. Vai ter que ter sangue para preservarmos nossos direitos", afirmou.


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