Jornal do Commercio
Avaliação

FMI vê expansão de 1,8% do PIB do Brasil em 2018

Para o FMI a inflação no Brasil atinge mínimas históricas devido à fraqueza da economia

Publicado em 11/07/2018, às 23h40

O FMI ressaltou que
O FMI ressaltou que "o Brasil também é vulnerável ao aperto das condições financeiras globais e possíveis interrupções no comércio" e que esses riscos podem ser ampliados caso não haja continuidade da agenda de reformas
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Estadão Conteúdo

O Brasil registra "uma suave recuperação", apoiado pela política monetária acomodatícia e por medidas fiscais, mas a economia do País registra um desempenho abaixo do potencial, a dívida pública é alta e está subindo e as perspectivas de crescimento no médio prazo continuam "não inspiradoras", em meio à ausência de reformas, afirmou o Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) no comunicado sobre a conclusão das consultas do capítulo IV para o Brasil. O documento mostra projeção de crescimento de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano, abaixo da estimativa de expansão de 2,3% esperada pela instituição em abril.

"O crescimento é projetado para 1,8% e 2,5% em 2018 e 2019, respectivamente, conduzido pela recuperação do consumo doméstico e pelo investimento", apontou o documento divulgado nesta quarta-feira. A projeção para o PIB de 2019 também estava em 2,5% em abril.

Na avaliação do Fundo, como contraponto ao aperto das condições financeiras globais, o "compromisso com a busca de consolidação fiscal, ambiciosas reformas estruturais e o fortalecimento da arquitetura do setor financeiro" são necessários para colocar o Brasil "em um caminho de forte, balanceado e duradouro crescimento".



Ajuste nas contas públicas

O FMI destacou, ainda, que o Brasil precisa avançar com o ajuste das contas públicas porque ressalta que, mesmo que os gastos federais continuem constantes em termos reais no nível registrado em 2016, a dívida pública bruta deve continuar subindo e atingirá um pico numa marca pouco acima de 90% do PIB em 2023. "A consolidação fiscal é chave para manter a confiança na sustentabilidade da dívida", destacou a instituição. O FMI ressaltou, ainda, que "o Brasil também é vulnerável ao aperto das condições financeiras globais e possíveis interrupções no comércio" e que esses riscos podem ser ampliados caso não haja continuidade da agenda de reformas.

Ainda no comunicado, o FMI enfatizou que a inflação no Brasil atinge mínimas históricas, o que ocorreu, em boa medida, devido à fraqueza da economia, à queda de preços de alimentos e a expectativas bem ancoradas. "A inflação é projetada para subir na direção da meta de 4,25% em 2019 com dissipação de choque de preços de alimentos e redução do hiato do produto."

O Fundo destacou, ainda, que o déficit de transações correntes atingiu 0,5% do PIB em 2017, com contração de importações motivada, em parte, pelo colapso de investimentos privados. Com a recuperação da economia em curso, a instituição acredita em uma piora das contas correntes, cujo déficit deve ficar próximo de 2% no médio prazo. Por outro lado, o FMI afirmou que os bancos brasileiros são resilientes, apesar de perdas registradas durante a recessão econômica em 2015 e em 2016.


Palavras-chave




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Vida fit todo dia Vida fit todo dia
Apesar de a abertura do Verão no Brasil só acontecer em dezembro, no Nordeste há uma antecipação da data. Por esse motivo, que tal aproveitar esses meses de energia para cultivar bons hábitos e mudar o estilo de vida? Veja várias dicas de como se cuidar
BRT: E agora? BRT: E agora?
Ele está ferido, sofrido. Esquecido. E sem perspectivas de melhoria. Tem sobrevivido como é possível e, apenas pontualmente, esboça reações positivas. O sistema BRT, Bus Rapid Transit, tem sofrido de inanição em todo o País. E poderá se perder.
Especial educação Especial educação
E se você descobrisse que o futuro ligado às tendências que irão norteá-lo já chegou? O mundo hoje é um mar de oportunidades, para conhecimento, informação e inovação. Cada vez mais o profissional precisa evoluir. Por isso veja o caminho a seguir

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2018 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM