Jornal do Commercio
Moeda americana

Dólar fecha a R$ 4,19, maior valor desde a criação real

Por conta da incerteza das Eleições no Brasil, o dólar sofreu mais uma alta frente ao real

Publicado em 13/09/2018, às 17h44

No acumulado ao longo do ano, o real sofreu uma desvalorização de 21,06% em relação ao dólar / Foto: AFP
No acumulado ao longo do ano, o real sofreu uma desvalorização de 21,06% em relação ao dólar
Foto: AFP
Estadão Conteúdo

Com a incerteza no quadro eleitoral no Brasil, o dólar subiu 1,17% e fechou a quinta-feira (13) com o maior valor do Plano Real, em R$ 4,1998. Preocupações com as eleições seguiram ditando o ritmo das cotações no mercado de câmbio e o real se descolou de outras moedas de países emergentes, que hoje subiram ante a divisa americana. A Argentina foi outra exceção e o dólar chegou muito perto de 40 pesos, o que também contribuiu para o clima de maior nervosismo por aqui. No mercado futuro, o dólar para outubro fechou R$ 4,2140, sinalizando que a moeda pode testar esse novo patamar.

Até hoje, a maior cotação do Plano Real, implementado em 1994, havia sido atingida em 21 de janeiro de 2016, de R$ 4,1705, refletindo uma decisão inesperada do Banco Central de manter a taxa Selic inalterada, quando todo o mercado esperava uma alta de 0,25 ponto porcentual. O BC seguiu fora do mercado hoje, sem ofertar novos recursos, fazendo apenas a rolagem de contratos de swap. A última atuação da autoridade monetária foi dia 31 de agosto, quando realizou leilões de linha com compromisso de recompra.



No cenário político, os profissionais destacam que o clima é de cautela, com os investidores aguardando a nova pesquisa do Datafolha, que sai na noite desta sexta-feira, e monitorando os rumos da campanha de Jair Bolsonaro (PSL), após ele ser submetido a nova cirurgia ontem, de emergência. Hoje, o deputado Major Olímpio (PSL), aliado de Bolsonaro, disse que é a orientação médica que vai ditar os próximos passos do militar reformado na campanha, e não o calendário eleitoral. Para o operador de câmbio da Fair Corretora, Hideaki Iha, a preferência do mercado era Geraldo Alckmin (PSDB), mas os agentes têm menos medo de Bolsonaro do que de Ciro Gomes (PDT) ou Fernando Haddad (PT).

O analista da gestora Bulltick em Miami, Klaus Spielkamp, disse que atende clientes de vários países da América Latina e a percepção deles em relação ao Brasil é a mesma: a elevada incerteza sobre o resultado das eleições, que pode ter a volta de um governo de esquerda ou a vitória de um nome de extrema direita ou ainda outros com perfis mais moderados. "Como o segundo colocado está muito indefinido ainda, ninguém consegue montar um único cenário do resultado, e acabam tendo que montar muitos cenários possíveis", ressalta ele. Na dúvida, afirma o analista, muitos agentes preferem ficar fora do risco Brasil por enquanto, ajudando na disparada do dólar, das taxas do Credit Default Swap (CDS), derivativo de crédito que protege o investidor contra calotes na dívida soberana, e do EWZ, maior fundo de índice que reproduz ativos brasileiros em Nova York. Hoje, o EWZ caiu 1,7% e acumula perda de 25% no ano.


Palavras-chave


Comentários

Por Gloria,14/09/2018

A imprensa de novo mentindo , dizendo que a moeda sobe por causa do cenário eleitoral... Os estrangeiros estão fugindo com seus investimentos por causa da posse de Tóffoli que vai soltar LULA e acabar com a prisão em segunda instancia paralisando a LAVA-JATO. Fernando KKKstilho e suas piadas......Sem graça.



Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Cantos e Recantos Cantos e Recantos
A temporada de sol está nos espreitando, e a Praia de Boa Viagem é sempre uma opção de passeio. Mas que tal ousar um pouquinho na quilometragem e desbravar outros destinos? Pernambuco tem muitos lugares fantásticos e você vai adorar o roteiro que o JC fe
As Paixões de José Pimentel, o eterno Jesus As Paixões de José Pimentel, o eterno Jesus
O JC preparou um hotsite especial em homenagem ao ator e diretor Jose Pimentel, o eterno Jesus Cristo do teatro pernambucano
Nordeste Renovável Nordeste Renovável
Com a força dos ventos e a incidência solar, o Nordeste desponta como oásis. Não só para o turismo, nem apenas no Litoral. Na geração de energia sustentável está a nova fonte de riqueza da Região, principalmente no interior

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2018 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM