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Habitação

Presidente da Caixa sinaliza que classe média pode pagar mais por crédito imobiliário

Pedro Guilherme assumiu presidência da Caixa nesta segunda-feira

Publicado em 07/01/2019, às 17h44

Segundo Pedro Guimarães, Minha Casa, Minha Vida não sofrerá aumentos / AFP
Segundo Pedro Guimarães, Minha Casa, Minha Vida não sofrerá aumentos
AFP
Estadão Conteúdo

O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou nesta segunda-feira, 7, após cerimônia de posse no Palácio do Planalto, que os juros do crédito imobiliário não vão subir no Minha Casa, Minha Vida. No entanto, sinalizou que a classe média terá que pagar mais para ter crédito ou buscar alternativas nos bancos privados. "Vamos respeitar, acima de tudo, lei de mercado", afirmou, ao ser questionado sobre possibilidade de alta de juros no financiamento imobiliário fora do Minha Casa, Minha Vida.

Ainda de acordo com Guimarães, o funding do FGTS e da poupança, para financiamento imobiliário, tem um limite, "e este limite chegou". Segundo ele, para continuar a expandir o crédito imobiliário, será preciso vender crédito da carteira da Caixa, "como ocorre em qualquer país do mundo". "Na verdade, a pergunta é por que a Caixa e os outros bancos brasileiros ainda não fizeram isso", disse.

O novo presidente da Caixa complementou: "ao vender R$ 20 bilhões, R$ 30 bilhões, R$ 50 bilhões ou R$ 100 bilhões em operações de crédito, eu consigo oferecer mais crédito". "A Caixa vai passar a ser uma originadora de crédito, mais do que reter esse crédito no balanço. Isso não vai acontecer em dois, três ou quatro anos. Mas o objetivo é que a Caixa passe a originar 70% mas venda uma parte relevante."



Guimarães afirmou ainda que a Caixa venderá a carteira de crédito ativo via instrumentos do mercado de capitais. "Vamos fazer todos (os instrumentos). Vamos fazer carteiras ativas - existem três instrumentos -, vai haver outros. Acho importante permitir a entrada de investidores estrangeiros. As carteiras de crédito são problema grave na Caixa hoje. Nada grave em relação a capital, mas tem impacto em resultado", disse.

Segundo ele, as carteiras de crédito vencido são um são um problema sério, que precisa ser resolvido. Guimarães afirmou ainda que é preciso ter metodologia para a venda de imóveis retomados. "São 60 mil imóveis. E isso tem que ser resolvido. Você vai ter que ter uma metodologia de venda de mil imóveis, 2 mil imóveis, 3 mil imóveis ao longo do ano. A maior parte desses imóveis são da Minha Casa, Minha Vida, faixas 1 e 2."

O EVENTO

O presidente Jair Bolsonaro participou nesta segunda-feira da cerimônia de posse dos novos presidentes de Banco do Brasil, Rubem Novaes, BNDES, Joaquim Levy, e Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. O evento ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília.



Comentários

Por Osvaldo,07/01/2019

Mais uma armadilha do Bolso (que não disse nos debates, que não foi por covardia)! Aumenta o juros para classe média na CEF para empurrar o contribuinte para os bancos privados e, em ambos os casos, somos extorquidos com um dos maiores juros do mundo. Cadê a mudança prometida por esse "mitoiroso"?



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