Jornal do Commercio
PREVIDÊNCIA

Sem reforma, União prevê dificuldade para pagar servidor já em 2020

Informação foi divulgada pela Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Economia

Publicado em 15/03/2019, às 20h00

No ano passado, o INSS registrou rombo de R$ 195,2 bilhões (2,9% do PIB) / Foto: Elza Fiúza/ABr
No ano passado, o INSS registrou rombo de R$ 195,2 bilhões (2,9% do PIB)
Foto: Elza Fiúza/ABr
Estadão Conteúdo

Sem a aprovação da reforma da Previdência no primeiro semestre deste ano, a União terá dificuldades para pagar salários de servidores já a partir do próximo ano, diz estudo divulgado nesta sexta-feira (15) pela Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Economia.

No ritmo atual, as projeções da SPE indicam que a dívida bruta chegará a 102,3% do PIB em 2023, após fechar 2018 em 77,1%. Com a reforma, porém, a dívida começaria a cair em relação ao PIB já em 2021, chegando a 76,1% daqui quatro anos.

"Ou o País adota medidas de austeridade fiscal e realiza reformas estruturais, para controlar a relação dívida-PIB, ou haverá dificuldades para o Estado cumprir com os seus deveres", diz o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida.



Além do pagamento de salários e benefícios, que fica ameaçado a partir de 2020, outras obrigações do Estado estão sob risco caso não saia a nova Previdência. Segundo o estudo alarmante do governo, os cálculos mostram que até 2023 haverá dificuldades para bancar despesas em saúde, educação e segurança. 

Sachsida afirma que, nos últimos anos, houve um aumento acelerado dos gastos previdenciários e que a atual situação demográfica do País eleva a pressão sobre essas despesas, além de diminuir a arrecadação. Para ele, o sistema atual não permite o reequilíbrio das contas. 

No ano passado, o INSS registrou rombo de R$ 195,2 bilhões (2,9% do PIB). Já o regime dos servidores da União teve déficit de R$ 90,3 bilhões (1,3% do PIB). "Os dados para 2018 referentes aos RPPS (regimes próprios) dos Estados, Distrito Federal e municípios ainda não foram consolidados, mas estima-se déficit de cerca de 1,5% do PIB", informa o secretário.



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