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PRETENSÃO

Brasil tenta habilitar 30 novos frigoríficos para exportação de carne

O Ministério da Agricultura enviou uma lista com 30 plantas frigoríficas que pretendem exportar para a China

Publicado em 23/05/2019, às 20h26

''O Ministério vai fazer a conferência documental pra ver se todo mundo está pronto com todos os requisitos que a China tem nos pedido'', declarou a ministra Tereza Cristina  / Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
''O Ministério vai fazer a conferência documental pra ver se todo mundo está pronto com todos os requisitos que a China tem nos pedido'', declarou a ministra Tereza Cristina
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
ABr

A missão à Ásia do Ministério da Agricultura (Mapa), realizada em maio, resultou na oportunidade para novos frigoríficos brasileiros serem avaliados pela China com o objetivo de obter autorização para exportar carne. A informação é da titular da pasta, ministra Tereza Cristina, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (23) em Brasília.

O Ministério enviou nesta quinta-feira (23) uma lista com 30 plantas frigoríficas que pretendem exportar para os chineses. Inicialmente, os representantes do governo brasileiro solicitaram a autorização de 78 frigoríficos. No entanto, durante as tratativas com autoridades chinesas, foi sinalizada a intenção de abertura para avaliar 20. A ministra, então, relatou que solicitou aos chineses a ampliação do número para 30 plantas.

Deste total, seis já haviam sido vistoriadas, mas ainda não estão habilitadas. As outras 24 foram selecionadas a partir de um diálogo entre a equipe do Mapa e as associações do setor e não precisarão ser vistoriadas. Dentro deste grupo estão exportadores de bovinos (gado), avinos (frango), suínos (porco) e asininos (jumentos).

“O Ministério vai fazer a conferência documental pra ver se todo mundo está pronto com todos os requisitos que a China tem nos pedido. Mas quem dá o aval é a China. Depois a negociação é entre os privados, entre pessoas na China que querem importar carne e os frigoríficos”, explicou a ministra.

Não há, entretanto, um prazo para a resposta dos chineses. De acordo com a ministra, eles estipularam que a lista brasileira deveria ser enviada até hoje, mas não adiantaram quanto tempo levarão para analisar os exportadores.



Atualmente, mais de 50 plantas frigoríficas exportam para o país asiático, sendo mais de 35 trabalhando com aves, 16 com gado e 9 com porcos. Outra demanda apresentada pela delegação brasileira na China foi a revisão do protocolo do milho. “Conseguimos a promessa que vão fazer essa revisão para que Brasil possa exportar”, informou Tereza Cristina.

Vietnã

No Vietnã, segundo a ministra, a missão brasileira avançou na abertura para a exportação de carme, incluindo bois vivos. “A viagem foi boa. Nós conversamos sobre abertura de mercado pra boi em pé [bois vivos]. Eles demonstraram interesse. Além disso, devem abrir mercado de carne para o Brasil no segundo semestre. Fui recebida pelo primeiro-ministro [Nguyen Xuân Phúc], que foi muito gentil. Ele deixou claro que querem carne brasileira”, relatou Tereza Cristina.

A ministra relatou que o Vietnã é um mercado importante, com cerca de 100 milhões de pessoa. Em contrapartida, as autoridades do país solicitaram a abertura do mercado brasileiro para camarão de mar e ajustes na regulamentação do peixe popularmente conhecido como panga.

Japão

No Japão, a delegação brasileira realizou eventos de divulgação do café nacional. Além disso, houve debates sobre exportação de carne e de abacate ao país. “O abacate é produto superconsumido, tanto para [consumo] humano quanto para cosméticos”, disse a Ministério da Agricultura.





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