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Comércio varejista cresce e supera expectativas do mercado

Pernambuco ficou entre as 24 das 27 Unidades da Federação que fecharam julho com taxa positiva

Publicado em 12/09/2019, às 07h29

No acumulado dos sete primeiros meses do ano a alta é de 1,2% e nos últimos 12 meses até julho é de 1,6%. / Foto: Marcelo Camargo/ABr
No acumulado dos sete primeiros meses do ano a alta é de 1,2% e nos últimos 12 meses até julho é de 1,6%.
Foto: Marcelo Camargo/ABr
JC Online

A recuperação ainda que lenta do mercado de trabalho, o crescimento das concessões de crédito e o controle da inflação contribuíram para a melhora das vendas do comércio varejista em julho, que superaram as expectativas do mercado, apresentando a maior alta para o mês de julho desde 2013. Os resultados positivos foram divulgados nessa quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou para um aumento de 1% sobre junho e de 4,3% em relação às vendas de julho de 2018. No acumulado dos sete primeiros meses do ano a alta é de 1,2% e nos últimos 12 meses até julho é de 1,6%.

Pernambuco ficou entre as 24 das 27 Unidades da Federação que fecharam julho com taxa positiva na comparação com igual mês de 2018. A taxa de 0,7% foi inferior a do Brasil (1,0%), mas seguiu a tendência positiva de recuperação. No País, o crescimento das vendas em julho demonstrou um maior ritmo, após um primeiro semestre marcado pela estabilidade. A alta de 1% é a maior desde novembro de 2018 (3,2%), mês da Black Friday. Com esse resultado, o setor varejista está no patamar de junho de 2015 e permanece 5,3% abaixo do nível recorde alcançado em outubro de 2014.

Sete das oito atividades pesquisadas tiveram resultados positivos em julho, com destaque para as altas de hipermercados (1,3%), setor de maior peso, outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%), que incluem vendas online, e móveis e eletrodomésticos (1,6%). O aumento na população ocupada e nas condições de crédito paras as famílias foram dois fatores que influenciaram a melhora nas vendas. “Mesmo que seja crescimento em postos informais, as pessoas passaram a trabalhar. Isso tem impacto nas vendas de hipermercados, que é uma atividade básica”, explica a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.



CRÉDITO

Já o crescimento do comércio de móveis e eletrodomésticos tem relação direta com o acesso a crédito, estimulado pela redução dos juros. “São vendas que vão participar do orçamento das famílias por alguns meses. Segundo a executiva, a concessão de crédito aumentou para pessoas físicas, então houve um estímulo para as vendas de bens duráveis”, diz Isabella. O volume de concessões de crédito livre para pessoas físicas cresceu 22,8% em julho, na comparação ao mesmo mês do ano passado, segundo estatísticas do Banco Central (BC).

Em relação a junho, o varejo teve resultados positivos em 19 estados, com destaque para Mato Grosso (5,4%), Rio de Janeiro (2,7%) e Bahia (2,4%). As pressões negativas vieram de Amazonas (-1,9%), Roraima (-1,6%), Ceará (-1,5%), enquanto Goiás e Pará ficaram estáveis. “A taxa interanual foi influenciada pelo um dia útil a mais que julho teve em 2019. O resultado continuaria positivo sem esse dia a mais, mas em termos de magnitude, a taxa seria menor”, avalia Isabella.

O volume de vendas do varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, cresceu 0,7% em relação a junho. Veículos, motos, partes e peças recuaram 0,9%, após avanço de 3,5% no mês anterior, enquanto materiais de construção pressionaram positivamente, com avanço de 1,1%.




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