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Entrevista
ENTREVISTA

Conheça a verdadeira identidade da Irmã Zuleide

Com 11 milhões de seguidores nas redes sociais, o criador da personagem diz como a diversão virou negócio

Publicado em 17/11/2019, às 08h25

Álvaro Rodrigues é o criador por trás da criatura. Ele esteve no Recife para falar sobre o sucesso da Irmã Zuleide / Filipe Jordão/JC Imagem
Álvaro Rodrigues é o criador por trás da criatura. Ele esteve no Recife para falar sobre o sucesso da Irmã Zuleide
Filipe Jordão/JC Imagem
Edilson Vieira
Reportér de Economia

A fama da Irmã Zuleide nas redes sociais é tanta que ela pode ser considerada um fenômeno da internet, ao lado de nomes como Whindersson Nunes, Maisa Silva e Kéfera. Com 7 milhões de fiéis seguidores somente no Facebook, e outros 4 milhões somando o Twitter e o Instagram, Irmã Zuleide foi uma das pioneiras do humor nas redes sociais. "Uma serva do Senhor. Não sou bíblia, mas tenho página!", é como se apresenta a “evangélica” que dá conselhos sentimentais, discorre sobre a vida de famosos e se arrisca em previsões astrológicas, tudo sempre com o viés religioso.

Irmã Zuleide é, na verdade, uma criação do DJ Álvaro Rodrigues, potiguar de 27 anos. Ele esteve na semana passada no Recife para uma concorrida palestra no Molotov Negócios, que aconteceu dentro do festival cultural Coquetel Molotov. Álvaro, que lotou o auditório do Porto Digital, é discreto e avesso a entrevistas quando o assunto é a rentabilidade que o personagem lhe proporciona. Mesmo assim, concordou em dar essa entrevista (apenas por e-mail, a pedido dele) ao repórter Edilson Vieira. Ele jura que começou tudo como uma brincadeira e nem esperava que a Irmã Zuleide se transformasse em sua principal ocupação, tanto que as palestras já concorrem com suas atividades como DJ. Como o criador e a criatura são a mesma pessoa, entrevistar Álvaro/Irmã Zuleide é oscilar todo tempo entre o sigilo e o escancaro. Mesmo omitindo alguns números, afinal “o valor do dízimo não se diz assim”, Álvaro revela como consegue levar sua personagem adiante e conquistar cada vez mais seguidores. “Eu sigo Jesus e dou unfollow em satanás! Amém?”.

ENTREVISTA

JORNAL DO COMMERCIO – Você sempre aparece como DJ. Essa ainda é sua atividade principal quando não está encarnado como Irmã Zuleide?
ÁLVARO RODRIGUES –Na verdade eu deixei um pouco de lado os eventos em 2019, talvez eu volte no futuro, mas agora, comercialmente falando, estou mais focado em outros aspectos com a Irmã.

JORNAL DO COMMERCIO – O personagem surgiu há quase dez anos. Qual foi a ideia inicial e de onde veio a inspiração?
ÁLVARO RODRIGUES –Sim, surgiu em 2011 no Twitter, aproveitando aquelas polêmicas entre o Jornal Nacional e a Igreja Universal.

JORNAL DO COMMERCIO – Quais são os números atuais de seguidores das suas redes sociais?
ÁLVARO RODRIGUES –São 7 milhões no Facebook, 1 milhão no Twitter e 2 milhões e 800 mil no Instagram.

JORNAL DO COMMERCIO – Quanto tempo da tua vida a Irmã Zuleide ocupa? As postagens são atualizadas com que frequência?
ÁLVARO RODRIGUES –Eu tento pelo menos fazer seis postagens por dia, acredito que a segunda-feira é o dia de maior número de postagens. Eu ainda alimento as três redes, Twitter, Facebook e Instagram.

JORNAL DO COMMERCIO – Você trabalha nos perfis sozinho ou tem ajuda de alguma equipe?
ÁLVARO RODRIGUES –Sou eu sozinho. Desde sempre foi assim. O máximo que faço é colocar alguém pra me ajudar a responder os e-mails.



JORNAL DO COMMERCIO – Quando o perfil deixou de ser sua diversão para virar negócio? Ou ele já nasceu com essa intenção?
ÁLVARO RODRIGUES – Eu nunca criei a Irmã Zuleide com intenção de ser negócio, embora essa tendência só veio mesmo se firmar depois de alguns anos, em 2014. Me refiro ao olhar [INTERESSE]das agencias para cotar a Irmã em publicidade.

JORNAL DO COMMERCIO – De onde vem a rentabilidade de Irmã Zuleide? Shows, anúncios nos perfis, palestras, algum produto lançado? E quanto cada um desses produtos representa no seu faturamento?
ÁLVARO RODRIGUES –Hoje eu acredito que anúncios na página representam 70%, 20% trabalho com blogs, e 10% ainda dos eventos como DJ.

JORNAL DO COMMERCIO – Quantas empresas parceiras (ou anunciantes) você tem hoje?
ÁLVARO RODRIGUES –Não sei ao certo, por não ser algo tão fixo. As agencias sempre vem e vão, voltam com campanhas, aprovam umas e outras não. Mas acho que por ano, fixo (mesmo inconstante, umas 15 marcas.

JORNAL DO COMMERCIO –Dá para falar em números de faturamento?
ÁLVARO RODRIGUES –O valor do dízimo não se diz assim.

JORNAL DO COMMERCIO – Como ir além da popularidade nas redes sociais? Como transformar a fama em negócio e dinheiro?
ÁLVARO RODRIGUES – Alguma poucas vezes, eu faço uma postagem ou outra no sentido “venha fazer um anúncio abençoado comigo” nada muitosério, sempre contextualizado no humor, sabe? Coisa que antes eu não fazia, por que era muito apegado. Mas as coisas mudam. Há quem espere cair do céu algum trabalho quando se trata de internet, mas se você joga um tempero a tendência é fluir melhor.

JORNAL DO COMMERCIO – Na tua visão, a quê se deve o sucesso da Irmã Zuleide?
ÁLVARO RODRIGUES –Principalmente ao meu amor pela personagem, acho que com isso, mesmo em dias ruins, eu crio entusiasmo pra perseverar com as postagens. Depois ao público que se identifica tanto com o conteúdo, elas vão compartilhando e me fazendo alcançar mais e mais pessoas, por isso vira essa coisa gigante.




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