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Inflação

Carne sobe 32%, e inflação oficial fecha 2019 em 4,31%

Taxa de inflação é superior aos 3,75% observados em 2018

Publicado em 10/01/2020, às 09h18

Carne de boi subiu 32,4% / Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem
Carne de boi subiu 32,4%
Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem
JC Online com agências

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o ano de 2019 em 4,31%. A taxa é superior aos 3,75% observados em 2018, segundo dados divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE). Um dos vilões da inflação foi a carne, que acumulou alta de 32,4% nos preços no ano passado, com maior alta nos últimos dois meses. O feijão ficou 55,99% mais caro em 2019 e foi o grande vilão da alta da inflação.

>> Inflação no Grande Recife fecha 2019 em 3,71%

Em dezembro, o IPCA ficou em 1,15%, acima do 0,51% de novembro e do 0,15% de dezembro do ano anterior. Esse é o maior resultado para o mês desde 2002 (2,10%).

O que mais teve variação no índice de inflação

Nacionalmente, o item que apresentou maior variação no ano foi o feijão branco, 98,21%. O item com a menor variação foi o tomate, queda de 30,45%.

Alguns produtos que têm grande consumo para o Brasil:

Jogos de azar:40,36%

Acém: 36,22%

Costela:35,07%

Carnes em geral: 32,4%

Inhame:20,85%

Inflação do aluguel acumula taxa de 8,02%

 O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, acumula taxa de 8,02% em 12 meses, de acordo com a prévia do indicador de janeiro, divulgada hoje (10) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Considerando-se apenas o mês de janeiro, a prévia registrou inflação de 0,67%, abaixo do 1,83% observado na prévia de dezembro de 2019 do IGP-M.

A queda da taxa da prévia de dezembro para a de janeiro foi puxada pelos preços no atacado e no varejo. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, teve taxa de 0,86% na prévia de janeiro, abaixo dos 2,57% de dezembro.



Já a inflação do Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, caiu de 0,59% em dezembro para 0,33% em janeiro.

Inflação na construção civil fecha 2019 com inflação de 4,03%

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) fechou 2019 com alta de 4,03%, ficando 0,38 ponto percentual abaixo da taxa de 2018, quando foi registrado 4,41%. O índice de dezembro ficou 0,11 ponto percentual acima da taxa de novembro (0,11%).

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em novembro ficou em R$ 1.156,31, passou para R$ 1.158,81, sendo R$ 605,54 relativos aos materiais e R$ 553,17 à mão de obra. Os materiais tiveram queda de preço de 0,13% em relação ao mês anterior, mas, no acumulado do ano de 2019, registraram alta de 4,54%.

Segundo a pesquisa, o valor da mão de obra apresentou alta de 0,59% em dezembro, influenciado pelas altas observadas nos estados do Piauí e Minas Gerais, decorrentes de acordos coletivos. A taxa mostrou-se bem acima ao ser comparada com o resultado de dezembro de 2018 (-0,02%), quando ficou próxima da estabilidade. O custo referente aos gastos com mão de obra atingiu 3,47% no acumulado do ano.

Em 2018, a parcela dos materiais fechou em 6,30% e a mão de obra, em 2,45%.

Segundo o IBGE, a elevação na parcela da mão de obra de Minas Gerais, por causa do acordo coletivo, levou o Sudeste a apresentar a maior variação regional em dezembro: 0,31%. Mas as regiões Nordeste (0,20%), Centro-Oeste (0,19%), Norte (0,17%) e Sul (0,02%) também tiveram altas. No acumulado do ano, o Sul registrou a maior taxa (5,64%), seguido pelo Sudeste (4,39%).

Em relação aos custos da construção, os valores por metro quadrado, em dezembro, ficaram em R$ 1169,45 (Norte); R$ 1067,68 (Nordeste); R$ 1208,86 (Sudeste); R$ 1222,66 (Sul) e R$ 1165,74 (Centro-Oeste).




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