Jornal do Commercio
AGRICULTURA

Gravatá muito além do morango

Município assume sua face tropical, deixa o morango de lado e investe mesmo é em abacaxi e nas flores

Publicado em 07/08/2011, às 12h30

Cecília Ramos

Conhecida terra do morango, Gravatá, a 85 quilômetros do Recife, há uma década praticamente não produz a fruta. Salvo um ou outro agricultor, que produz em mínima escala, os morangos que você vê (e muitas vezes compra) na BR-232 a caminho do município ou no centro, é "importado", como dizem por lá. Vêm de São Paulo, Espírito Santos e Minas Gerais - como também os que são vendidos no Recife. Mesmo assim, a fama dos morangos ficou no imaginário dos pernambucanos.

As alegações são diversas para o fim da produção: "deu praga", "o veneno não curou", "não houve incentivo" e até porque "tudo tem seu tempo", disseram alguns agricultores. A famosa Festa do Morango deixou de ocorrer em 2002, devido à escassez da fruta. E já no final, comercializava os morangos "importados". O evento foi criado pelo então prefeito Sebastião Martiniano. Com o seu falecimento, assumiu o vice, Joaquim Neto, que transformou a festa em Festival Cultural de Gravatá, englobando toda a produção local. O atual prefeito, Ozano Brito, continuou a festa e assim ocorre até hoje, em novembro.



A fama dos morangos acabou encobrindo a fruta que realmente "brota" em abundância, há mais de três décadas: o abacaxi. A abacaxicultura toma boa parte do agreste de Gravatá, enquanto que os morangos eram cultivados na outra ponta, o brejo. Nas duas áreas, a diversidade impressiona. O JC visitou o município, ao longo da semana, percorreu alguns roçados e constatou que nesta cidade do Agreste Central de Pernambuco em se plantando tudo dá: de chuchu a flores. O clima e a terra gravataense são generosos.

» Leia a reportagem completa no caderno Economia do Jornal do Commercio dests domingo (7).





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